História e Memória: a importância da preservação e da recordação do passado

Resumo: Nossa proposta é apresentar a visão medieval sobre a Memória, e sua importância para a Educação, através de seis autores: Agostinho, Alcuíno de York, João de Salisbury, Hugo de São Vítor, São Bernardo de Claraval e Ramon Llull.

Abstract: Our propose is present the medieval vision about Memory and your importance for Education through six authors: Augustine of Hippo, Alcuin of Yourk, John of Salisbury, Hug of Saint Victor, Saint Bernard of Clairvaux and Ramon Llull.

Palavras-chave: Memória – Idade Média – Educação – Filosofia.

Keywords: Memory – Medieval History – Education – Philosophy.

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Salvador Dalí, Persistência da Memória (Persistance de la mémoire, 1931), óleo sobre tela, 24 x 33 cm,
Nova Iorque, The Museum of Modern Art. Um “delírio comestível”, nascido de um sonho que o pintor teve de um camembert escorrendo (que representa o tempo, que come e também se come). O relógio no centro da tela parece aludir a uma sela sobre um cavalo branco ou, no tema que nos interessa, um chapéu na cabeça de um homem com bigode, esbaforido, com a língua para fora, exaurido e angustiado por sentir que sua memória se esvai (e derrete como um queijo camembert). Um homem sem memória é como um relógio que se derrete... Há alguma imagem do século XX mais significativa sobre a perda da memória do homem contemporâneo que esse genial quadro do pintor catalão?

“E tomou um pão, deu graças, partiu e distribuiu-o a eles, dizendo:
‘Isto é o meu corpo que é dado a vós. Fazei isto em minha memória.’”
(Lucas, 22, 19)
 

“A memória é a mente. Por isso, os desmemoriados são denominados sem mente.
A alma vivifica o corpo; o ânimo exerce a vontade;
Quando o conhecimento existe, é mente;
Quando recorda, é memória; quando julga o reto, é razão;
Quando espira, é espírito; quando sente, é sentido.”
Isidoro de Sevilha (c. 560-636), Etimologias, XI, 1, 13.

I. Crise da História, crise da Memória

Um dos fenômenos mais trágicos das sociedades pós-modernas é a ausência (ou perda) da memória, seja ela individual ou coletiva. Sim, hoje o homem é um infeliz desmemoriado. Carente, necessitado e angustiado, ele recusou a memória, pois há cerca de quarenta anos a pedagogia construtivista baniu a “decoreba” dos bancos escolares. E ninguém melhor que Salvador Dalí (1904-1989) para representar o esvaecimento da memória nos tempos modernos, em um belíssimo e instigante quadro com quatro relógios que se derretem, tendo como pano de fundo uma sombria e isolada paisagem (A persistência da memória, 1931).

Na Educação, decorar passou a ser sinônimo de injúria, de ofensa, uma desqualificação para o educador. Paulo Freire (1921-1997) e muitos pedagogos atuais se esqueceram que decorar significa “saber de cor”, com o coração, pois quando se ama o conhecimento, ele é adquirido primeiro com o coração, depois com a mente.

Por exemplo, ao ensinar um pouco da pedagogia de Santo Tomás de Aquino (1225-1274), o professor Jean Lauand (FEUSP) nos advertiu que, para aprender, o homem deve ter “...solicitude e afeto para com aquilo que quer recordar, pois onde não há interesse e amor, não se fixam as impressões na alma” (LAUAND, 2000).

Ademais, o tema da palestra de hoje que preparei para vocês é uma das causas da crise pela qual passa a História. Claro, sem memória não há História. Hoje, infelizmente, muitos estudantes dos cursos de História em nosso país se perguntam: “Por que estou aqui? De que me serve estudar isso? Para que serve a História?” (COSTA, 2003), questões presentes há trinta anos somente nos (vastos) círculos sociais que abominavam a leitura, o estudo. Sim, sem memória não há História.

Para apresentar e discutir com vocês algumas questões relativas ao tema desse congresso – História e Memória – e que dizem respeito ao âmbito de minhas leituras sobre a Idade Média, selecionei alguns autores medievais para discorrer uma brevíssima análise histórica de um tempo que colocou a memória como uma das funções da alma, um tempo que realçou a memória como fundamento do conhecimento, um tempo que dignificou a memória como a posse do bem.

II. A Memória medieval, “luz dos espaços temporais”

O fundador da memória medieval – e, de certa forma, da Idade Média – é Santo Agostinho (354-430). Segundo o hiponense, a memória vive em um palácio, e é como o ventre da alma, espécie de luz dos espaços temporais (Confissões X, 9; De Musica, VI, 8, 21). E, muito importante, Agostinho nos diz que a memória guarda o que se aprende com a educação – com as sete artes liberais. Pois se não fosse a memória, o conhecimento da literatura, da dialética, por exemplo, seriam como o perfume, odor que afeta o olfato, mas que logo se desvanece no ar (Confissões, X, 9).

Agostinho destacou a força retentiva da memória, sua capacidade de conservar e fazer recordar as imagens e sensações recebidas do mundo. E mais que isso: ele legou ao mundo medieval a noção que a Santíssima Trindade deixara impressa na alma um reflexo de sua imagem através de seus três poderes: a memória, a inteligência e a vontade (AGOSTINHO, De trinitate, X, 11-18).

Com essa sólida e bela herança da Antigüidade, a Idade Média legou ao ensino a necessidade de se saber de memória o que se aprendia. Nesse tempo, saber era saber de cor, com o coração. Adotando as admoestações de Quintiliano (c. 35-95) e, posteriormente, Marciano Capella (450-534), os mestres desejavam que seus alunos fixassem na mente tudo o que liam (LE GOFF, 1994: 451).

Durante o renascimento carolíngio (sécs. VIII-IX) – o primeiro grande esforço medieval de sistematização da educação – a memória continuou a ser destacada, e associada à Retórica (uma das três artes do trivium). Por exemplo, em sua carta Disputatio de Rhetorica et de virtutibus sapientissimi regis Karli et Albini magistri, Alcuíno de York (730-804) ensina a Carlos Magno as cinco partes da Retórica (invenção, disposição, locução, memória e pronunciação), quando então o aluno-rei pergunta:

Carlos Magno: O que tu dizes sobre a nobilíssima parte da Retórica, como penso, a Memória?

Alcuíno: A mesma coisa que Marco Túlio disse: que a Memória é o tesouro de todas as coisas de que acreditamos que se perderão num orador, mesmo se forem mui claras, se ela, a Memória, não for acolhida como a defensora das coisas pensadas, imaginadas, e das palavras.

Carlos Magno: Existem algumas regras a respeito, como ela pode ser obtida ou aumentada?

Alcuíno: Não temos outras regras a respeito senão o exercício da aprendizagem, o uso da escritura, o estudo do pensamento, e o dever de evitar a embriaguez, que é prejudicial para todos os bons trabalhos, e que não somente tira a saúde do corpo, mas também priva a mente da integridade.

Carlos Magno: Estas regras são suficientes se alguém é capaz de cumpri-las, porque, como estou vendo, elas são tanto difíceis para a inteligência quanto pouco freqüentes para as palavras.

Alcuíno: Sim, difíceis e úteis. (trad.: Prof. Dr. Jan ter ReegenUniv. Estadual do Ceará)

Para tratar da memória, Alcuíno destaca ao rei o metódico e necessário esforço do estudante de Retórica, sempre aliado ao amor ao conhecimento (“aprender de cor”) e à fuga dos vícios. Nesse diálogo que trata da Retórica, Alcuíno faz o soberano refletir moralmente sua ação política (PAUL, 2003: 166).

Ademais, a citação de Cícero nos mostra o apreço que o escritor de Arpino já gozava entre os medievos intelectuais – trezentos anos mais tarde, João de Salisbury (c. 1115-1180), demonstrando sua intensa paixão ciceroniana, completou: “O orbe latino não gerou ninguém maior que Cícero” (Entheticus maior, v. 1215, citado em ESCOBAR, s/d).

O mesmo João de Salisbury nos deixou um retrato muito vivo da Escola de Chartres, famosa no século XII por cultivar o estudo das ciências naturais (BOEHNER e GILSON, 2000: 318-333). Salisbury nos informa que Bernardo de Chartres (†c. 1124) era considerado “a mais copiosa fonte de sabedoria na Gália”, e que tinha o seguinte método de ensino: primeiro, após a leitura do texto, destacava as figuras gramaticais, as cores retóricas e as argúcias dos sofismas, sempre em doses homeopáticas; a seguir, explicava que o brilho do discurso dependia da combinação elegante dos adjetivos e dos verbos com os substantivos, “e porque memória se robustece e a inteligência se aguça com o exercício, obrigava os alunos a reproduzirem aquilo que ouviam” (SALISBURY, 2003: 56-57).

Em outras palavras, o mestre de Gramática indicava ao discípulo o caminho correto da leitura, quais os elementos a serem destacados, analisando-os pouco a pouco para, a seguir, fazê-los memorizarem o conteúdo com exercícios. E tudo isso para se chegar à Sabedoria, objetivo final do estudo, pois, como disse o mestre Hugo de São Vítor (1096-1141), “a filosofia é o amor, o estudo e a amizade para com a Sapiência” e “a procura da Sapiência é uma amizade com a divindade e com sua mente pura” (HUGO DE SÃO VÍTOR, Didascálicon, Livro I, 2). A memória estava, assim, intimamente associada à inteligência, pois se o discípulo não fosse capaz de reproduzir o que havia aprendido, ele, de fato, não aprendera!

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Um dedicado grupo de discípulos estuda uma lição com seu mestre, que lê (repare nos olhos de todos: tanto os do professor quanto os dos estudantes fixam atentamente os livros abertos). Iluminura do século XIII (Bibliothèque Sainte-Geneviève, Paris, MS 2200, folio 58).

Hugo de São Vítor é o representante mais sublime de sua escola, a da abadia de São Vítor, situada nos arredores de Paris. Em seu Didascálicon (1127), Hugo ensina ao estudante o modo de ler, que requer, sobretudo, meditação (“um pensar freqüente com discernimento”). A seguir, ele trata da memória, que é a responsável pela guarda e pelo resumo do que se lê. Para auxiliá-la, o estudante deve saber resumir o que leu a um conceito basilar, colocando no arquivo de sua memória a raiz da doutrina lida, a fonte, origem dos muitos riachos. Essa fonte – o resumo do que se leu a respeito de algo – deve ser constantemente revisitada. E Hugo admoesta:

Por isso, aconselho a você, estudante, não alegrar-se excessivamente por ler muitas coisas, mas por entender muitas coisas, e não somente entender, mas poder memorizar. Do contrário, não adianta ler muito nem entender muito. Razão pela qual repito quanto disse acima, isto é, que as pessoas que se dedicam ao estudo necessitam de engenho e de memória. (Didascálicon, III, 11)

Portanto, ora os medievais destacam a memória com método auxiliar da Retórica, uma das disciplinas do trivium, ora enfatizam a importância da memória em todo procedimento de estudo, como é o caso da Escola de São Vítor.

De fato, praticamente todas as correntes de ensino na Idade Média enfatizam a importância da memória no processo de aquisição do conhecimento para se chegar à Sabedoria. Por exemplo, São Bernardo de Claraval (1090-1153) diz que a memória, purgada pelo temor da fé, torna-se morada da própria fé, e quando a penitência purifica ainda mais a memória, que é o aposento da fé, a adorna (Terceira série de sentenças, 59, 106).

Da mesma forma, para Bernardo, o excesso de ciência empanturra o estômago da alma, que é a memória, caso ela não seja bem digerida pelo ardor da caridade e transfundida pelos hábitos e suas obras, que são os membros da alma (Sermão 36 sobre o Cantar dos Cantares, 4). Ao tratar da boa memória, portanto, o monge chama a atenção para o pecado da soberba, muito comum entre os doutores de sua época, inchados como sapos (“A ciência incha!”).

Pelo contrário, para São Bernardo, por termos na terra a lembrança, a memória do Bem em sua plenitude – a presença da Virgem Maria – e sermos eternos peregrinos nesse mundo (Na Natividade da Beata Maria, 1), na luz de Deus nossa memória é toda serenidade, nunca escuridão, porque na luz de Deus se aprende o que se ignora, e não se esquece o que se conhece (No Nascimento de São Vítor, II, 3).

III. “Memória é o ente com o qual os entes são recordáveis”: Ramon Llull (1232-1316)

Por fim, para encerrar esse brevíssimo périplo sobre a memória em alguns autores medievais, não poderia deixar de tratar, mesmo que muito sucintamente, de Ramon Llull (1232-1316), o mestre medieval das definições (BONNER e PERELLÓ, 2002: 10). Como sua filosofia em parte seguia a tradição agostiniana e, por isso, tinha em alta conta a memória, Ramon tratou do tema em inúmeras obras – algumas exclusivas, como o Liber de memoria (1304) e o Liber de memoria Dei (1314). Contudo, bastar-nos-á duas pequenas passagens de sua Árvore da Ciência (1295-1296), para discorrermos um pouco sobre suas idéias acerca do tema.

A memória é uma das três potências da alma racional (as outras são o entendimento e a vontade) e, como reflexo das dignidades de Deus, ela é boa, grande, duradoura, poderosa, sábia, voluntariosa, virtuosa, verdadeira e gloriosa, e tem princípio, meio e fim, maioridade, igualdade e menoridade. Ela é o que é porque nos faz lembrar as coisas passadas e ausentes dos sentidos. Assim, o homem tem o hábito da ciência, e isso é bom.

Como a memória convive com a sabedoria e a vontade, ela lembra e move os instintos do corpo do homem. Por exemplo, quando o homem lembra algum prazer carnal ou algum desprazer que tenha recebido de outro homem, torna-se irado, ou paciente (caso seja virtuoso).

Ramon afirma que a memória se encontra na parte posterior do cérebro; se ela é tocada com maldade, responde com a grandeza de sua bondade, e se é tocada com bondade, também responde com a grandeza de sua bondade, pois como é boa, faz o homem lembrar coisas boas. O filósofo afirma que saber o que é a memória é muito útil ao homem, pois assim ele tem o hábito da ciência e a maneira de lembrar as coisas passadas. Isso “para que o homem saiba mover a memória para lembrar os objetos desejáveis de serem lembrados e que têm alguma semelhança com as partes da memória” (Arbre de Ciência, Quinta Parte, III, 1).

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Ramon oferece a Árvore Humana ao monge, que a recebe de braços abertos, extasiado.
In: Munich, Bayerische Staatstbibliothek, clm (codex latinus monacensis), século XV, 10498, fol. 34v.

Para que seu leitor entenda ainda melhor o conteúdo dos capítulos da Árvore da Ciência, Ramon finaliza essa enciclopédia com dois capítulos complementares, a Árvore Exemplifical e a Árvore Questional. São pequenas estórias edificantes e perguntas e respostas, tendo como tema o conteúdo de todos os capítulos.

Para a memória, na Árvore Exemplifical Llull nos conta um exemplo – relato breve de caráter moral a serviço da formação religiosa, artifício muito utilizado pelos escritores medievais que tinham como objetivo a pregação. Contudo, Ramon transforma a tradição dos exemplos e cria ricos delírios literários, construções muito criativas com personificações de sentimentos, de conceitos em personagens, que conversam e discutem sobre os homens e a realidade humana.

Assim, contam, diz Ramon, que a Memória, o Entendimento e a Vontade desejaram subir ao céu para ver Deus e ter Sua amizade. Contudo, houve uma discórdia entre elas (em catalão, são todas palavras femininas), porque cada uma desejava subir primeiro para ver antes da outra a bondade de Deus e Sua grandeza. A Memória alegava que ela devia subir primeiro, porque lembrava primeiramente os objetos que o Entendimento e a Vontade tomavam.

O Entendimento se defendeu, alegando que deveria ir primeiro porque mostrava à Vontade seus objetos, e os iluminava na Memória, para que a Vontade os encontrasse. Por fim, a Vontade disse que ela é quem devia subir primeiro, porque tinha uma virtude maior que o Entendimento e a Memória, já que desejava amar o que o Entendimento não conseguia entender nem a Memória lembrar.

Enquanto as três damas estavam nessa discussão à sombra de uma árvore, chegou um rouxinol (pássaro que simboliza o amor). Quando o rouxinol pousou na árvore e entendeu o motivo do debate, disse às damas que elas não sabiam o que um ateu disse a um cristão, a um judeu e a um sarraceno. “E o que foi?” perguntaram os três.

O rouxinol disse que o ateu pediu aos três religiosos que não discutissem com base em seus livros sagrados, mas somente de acordo com argumentos racionalmente demonstráveis.

Assim, após outra discussão – e enquanto subiam ao céu,

“Elas se aproximaram do Sol, quando o Entendimento se cansou e não conseguiu suportar o calor. Então, ele disse à Vontade que fosse primeiro, pois ela não temia o calor do Sol. A Vontade foi primeiro, a Memória depois, e o Entendimento por último, que não entendia nada, mas supunha ser verdade o que a Vontade e a Memória afirmavam de Deus e de Sua grande bondade.” (Arbre Exemplifical, III, 5).

Portanto, para o filósofo, a vontade dá o passo inicial, a memória retém o que a vontade deseja e, por fim, o entendimento tenta compreender o que a vontade deseja e a memória guarda. Tudo isso ocorre, se possível, à luz da razão, e com benevolência (amor)!

IV. Conclusão

Considerada uma das bases da compreensão humana, a memória foi, na Idade Média, motivo de profunda meditação, tanto em relação ao estudo do homem quanto da educação e a aquisição da Sabedoria.

Sem a memória, não havia estudo, nem conhecimento, muito menos razão. Com ela, a civilização do ocidente medieval acumulou ciência e refletiu seu sentido e finalidade.

Sem memória, hoje, nossa civilização caminha desnorteada, pois não conhece seu passado, não tem consciência em seu presente, e não projeta perspectiva no futuro. Urge retomá-la, à luz da História, com vontade, entendimento e, sobretudo benevolência, e dar novamente um sentido à nossa existência nesse mundo.

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Fontes

A Bíblia de Jerusalém. Petrópolis: Edições Paulinas, 1991.

ALCUÍNO DE YORK. Disputatio de Rhetorica et de virtutibus sapientissimi regis Karli et Albini magistri.

HUGO DE SÃO VÍTOR. Didascálicon. Da arte de ler. Petrópolis: Editora Vozes, 2001.

JOHN DE SALISBURY, “Sobre a leitura, a lição e o método empregado por Bernardo de Chartres e os seus discípulos”. In: MONGELLI, Lênia Márcia, VIEIRA, Yara Frateschi; MOISÉS, Massaud (dir.). A Estética Medieval. Cotia: Íbis, 2003, p. 56-58.

RAMON LLULL. “Arbre de Ciència”. In: Obres Essencials (OE). Barcelona: Editorial Selecta, 1957, volum I, p. 555-1040.

SAN BERNARDO. “Sermones litúrgicos 1”. In: Obras completas de San Bernardo III. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1985.

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SAN ISIDORO DE SEVILLA. Etimologias. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1994.

SANTO AGOSTINHO. Confissões. Lisboa: Livraria Apostolado da Imprensa, 1990.

 

Bibliografia

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COSTA, Ricardo da. “Para que serve a História? Para nada...”.

ESCOBAR, Angel. “Duce natura... Reflexiones en torno a la recepción medieval de Cicerón a la luz de Juan de Salisbury”. In: Revista Convenit Selecta 7.

LAUAND, Jean. “Bernardo de Claraval: Sermão sobre o conhecimento e a ignorância (séculos XI-XII)”. In: LAUAND, Jean (org.). Cultura e Educação na Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 251-271. Disponível na Internet.

LAUAND, Jean. “A Arte de Decidir: a Virtude da Prudentia em Tomás de Aquino”. In: Videtur 15. São Paulo: Editora Mandruvá / Centro de Estudos Árabes do Departamento de Línguas Orientais da FFLCHUSP.

LE GOFF, Jacques. “Memória”. In: História e Memória. São Paulo: Editora da Unicamp, 1994, p. 423-483.

NÉRET, Gilles. Salvador Dali (1904-1989). Lisboa: Taschen, 1996.

PAUL, Jacques. Historia intelectual del Occidente Medieval. Madrid: Catedra, 2003.