Tapeçaria de Bayeux (c. 1070-1080)

Haroldo II Godwinson (c. 1022-1066), último rei saxão da Inglaterra

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Detalhe da Imagem 3 (Haroldo é preso logo que desembarca na Normandia).

A Tapeçaria de Bayeux é uma obra bordada em linho entre 1070-1080, sob a encomenda do bispo Odo de Bayeux (c. 1030-1097), meio-irmão de Guilherme, o Conquistador (c. 1028-1087). Não temos uma informação segura e definitiva a respeito de sua autoria. Uma lenda atribui seu bordado a Matilde de Flandres e suas aias; há quem afirme que a Tapeçaria foi executada em Canterbury com base em desenhos de um artista associado à abadia de Santo Agostinho; por fim, é também possível que o bordado tenha sido feito por religiosas da abadia de Barking (Essex), sob a direção da abadessa Elfgiva.

Seja de quem for a autoria, o fato é que a Tapeçaria de Bayeux, com seus 69 metros de comprimento, cerca de 50 cm de largura e 58 cenas, narra a história da conquista normanda da Inglaterra em 1066 (sob o ponto de vista normando), e representa magnificamente muitas cenas da vida cotidiana nobre do final do século XI, além da derrota anglo-saxã das forças de Haroldo II, rei da Inglaterra (1066) na batalha de Hastings.1

Abaixo, vocês podem observar as cenas do tapete, com um breve comentário sobre os personagens representados e o significado das cenas - na primeira frase, em negrito, encontra-se a tradução do texto em latim bordado no tapete, texto localizado sempre acima das cenas.

Imagem 1
Rei Eduardo. O chefe inglês Haroldo e seus milites para Bosham

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O ano é 1064. No Palácio Real de Westminster, o rei Eduardo, o Confessor (1042-1066) em seu trono, no interior do palácio, com a coroa e o cetro em sua mão direita, recebe dois personagens, um deles Haroldo, sobrinho de sua esposa Edith, conde de Wessex e futuro rei (1066) (cena à esquerda). À direita, Haroldo, à frente de seus cinco milites, segurando um falcão e tendo à frente seus cães, se dirige para Bosham, em Sussex, terra de sua família. Nas linhas acima e abaixo da cena principal, há motivos fantásticos: quase sempre são animais, reais e imaginários, que compõem o espaço da narrativa principal.

Imagem 2
A Igreja. Haroldo e a sua tripulação navegam para a costa do território do conde Guy (o texto continua na cena seguinte)

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Haroldo e seus homens entram na igreja de Bosham e oram para fazer uma boa viagem. À noite, antes da partida, eles se reúnem em sua casa para um banquete (ao centro). São cinco homens, com destaque para as bebidas servidas nos cornos de animais. Na escada, um homem aponta para a direita, informando que chegou a hora da partida. Haroldo embarca e sua embarcação parte para a costa do território do conde Guy de Ponthieu.

Imagem 3
Haroldo é preso... (texto à direita)

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As embarcações de Haroldo se dirigem para o outro lado do Canal da Mancha. O mastro é visto por um vigia na terra de Ponthieu, norte da Normandia, território do conde Guy. No entanto, ao descer em terra, Haroldo é capturado pelos milites do conde Guy (à direita). Na cena da lateral inferior (à direita), dois homens partem em uma caçada, armados apenas com bastões e acompanhados por cães (a cena é completada na imagem seguinte).

Imagem 4
...pelo chefe Guy, que o leva para Beaurain, onde o deixa preso

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À esquerda, o conde Guy, seguido por quatro cavaleiros, dirige pessoalmente a prisão de Haroldo (ele aponta para o conde com sua mão direita). Na cena seguinte (à direita), Haroldo, apesar de prisioneiro, é conduzido pela escolta com muito respeito por sua condição: é ele quem cavalga à frente com seu falcão em direção a Beaurain, capital das terras de Guy.

Imagem 5
Haroldo e Guy conversam. Um mensageiro do duque William (Guilherme) se aproxima de Guy. Turold é o mensageiro de William

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Haroldo é levado à presença do conde Guy. Em seu trono (à esquerda), Guy conversa com Haroldo. A seguir, à direita, dois mensageiros do duque Guilherme (William, em inglês) se aproximam do conde Guy (o homem com o machado, símbolo do poder) e pedem que Haroldo seja solto. Turold é o menor entre os mensageiros. Ele segura as rédeas de um dos cavalos (seu nome está escrito logo acima de sua cabeça). Repare que, pela primeira vez, no canto da lateral inferior há cenas que retratam um trabalho camponês (dois homens aram a terra com um animal semelhante a um burro, outro puxa um cavalo e um quarto parece lançar uma corda no ar).

Imagem 6
O mensageiro se aproxima do duque William

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Imagem 7
O mensageiro leva Haroldo até o duque William da Normandia

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O conde Guy obedece a ordem de Guilherme e diz a Haroldo que ele irá se encontrar com Guilherme. Na cena, o conde Guy, em seu cavalo negro e segurando um falcão, aponta para Haroldo, atrás, que também porta um falcão. Na cena lateral inferior, dois amantes se encontram, cercados de seres fantásticos (essa estória passará para a narrativa principal na próxima cena).

Imagem 8
O chefe William chega a seu palácio com Haroldo. Conversa com o clérigo Algiva

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À esquerda, Guilherme e Haroldo cavalgam em direção ao palácio de Rowen, escoltados pelos cavaleiros de Guilherme, que continua portando um falcão e cavalga em um cavalo negro. A cena seguinte - um debate no interior de um palácio e uma conversa com um clérigo de nome Algiva - retrata um misterioso incidente que não tem relação com a história principal: trata-se de um escândalo sexual, retratado na cena lateral inferior (à direita), com um homem nu e agachado.

Imagem 9
O chefe William e seu exército vão para o Monte St. Michel e atravessam o rio Cuesnon...

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Haroldo acompanha Guilherme e seus milites normandos ao combate contra o duque Conan, da Bretanha. Eles passam pelo monte St. Michel (no centro), com sua famosa abadia situada na fronteira entre a Normandia e a Bretanha. Para entrar na Bretanha, eles têm que atravessar um rio. Alguns erguem então seus escudos para realizar a travessia; um, a cavalo, afunda nas águas do rio (à direita), mas Haroldo consegue atravessá-lo (cena seguinte, à esquerda).

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...e o chefe Haroldo é puxado para fora da areia. Eles se aproximam de Dol. Conan foge. Rennes

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Os milites normandos de Guilherme, com seus típicos elmos com pontas que protegem os narizes, avançam e atacam o castro de Dol, mas o duque Conan consegue fugir do castelo (ele está pendurado em uma corda, escapando, no centro da cena). Com sua fuga, os normandos passam pelo castro de Rennes, capital da Bretanha, que, na verdade, é apenas uma mota como milhares de outras construídas a partir do ano mil. Nas cenas laterais acima e abaixo, seres fantásticos compõem a narrativa (por exemplo, à esquerda um homem está caído e parece estar sendo atacado por um leão).

Imagem 11
Os miles do duque William lutam contra os moradores de Dinan, e Conan é a chave para desvendar o mistério

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Trata-se de uma cena típica de um combate por um castelo. Os normandos cercaram Conan na mota de Dinan (no centro). Durante essa batalha, os milites, a cavalo, arremessaram suas lanças em direção às muralhas, enquanto outros ateavam fogo às muralhas (dois normandos abaixo do castro). Conan se entrega: ele está de pé, na muralha do castro, passando a chave de Dinan para Guilherme na ponta de sua lança (cena no centro) - Guilherme está montado em um cavalo vermelho, e pega a chave também com sua lança.

Imagem 12
William fornece armas para Haroldo. William chega a Bayeux. Haroldo sacramenta sua lealdade ao duque William

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Para recompensar esse serviço, Guilherme presenteou Haroldo com uma arma (cena à esquerda). Retornando a Bayeux, na Normandia (representada pelo belo castelo no monte), Guilherme realiza a cerimônia feudal de compromisso, sacramentando a lealdade de Haroldo a ele. Guilherme está agora sentado em seu trono, e Haroldo, à sua esquerda, de pé, faz seu juramento, tocando relíquias sagradas guardadas em duas ricas caixas, com suas duas mãos. A cena bordada mostra a terceira parte do contrato vassálico (o juramento sobre as relíquias), como atesta um relato feito por Galbert de Bruges em 1127: "Em primeiro lugar, prestaram homenagem da seguinte maneira: o conde perguntou ao futuro vassalo se queria tornar-se seu homem, sem reserva, e este respondeu: “quero”; depois, estando as suas mãos apertadas pelas do conde, aliaram-se por um beijo. Em segundo lugar, aquele que havia prestado homenagem fez compromisso da sua fidelidade ao “avant-parlier” do conde, nestes termos: “Prometo, pela minha fé, ser, a partir deste instante, fiel ao conde Guilherme e guardar-lhe, contra todos e inteiramente, a minha homenagem, de boa-fé e sem dolo”; em terceiro lugar jurou o mesmo sobre as relíquias dos santos."

Imagem 13
O duque Haroldo retorna para sua terra inglesa e Haroldo se aproxima do rei Eduardo

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Após prestar seu juramento de fidelidade a Guilherme, Haroldo fica livre e então retorna para o reino inglês (à esquerda). A seguir, Haroldo viaja acompanhado ao encontro do rei Eduardo, o Confessor.

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O corpo do rei Eduardo é carregado para a igreja de São Pedro. O rei Eduardo fala a seus fiéis em seu leito de morte e morre

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Na cena à esquerda, o rei Eduardo recebe Haroldo. Ele está em seu trono, como o cedro em sua mão esquerda, enquanto a direita aponta para Haroldo - sinal de diálogo. Ele tem um aspecto muito doente (repare em suas longas barbas douradas). Na cena a seguir, é retratado o enterro de Eduardo, que morreu no dia 5 de janeiro de 1066. As pessoas carregam o caixão decorado do rei defunto em cortejo fúnebre. O funeral ocorreu na catedral de Westminster, na igreja de Abbey. Eduardo estava doente desde 28 de dezembro de 1065.

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A coroa real é concedida a Haroldo, que é coroado no trono como rei dos ingleses. Arcebispo Stigand. As pessoas estão olhando uma estrela

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Enquanto esteve acamado, Eduardo recebeu seu camareiro (à esquerda, cena superior), que lhe informou que seu sucessor poderia ser Haroldo ou a rainha Edith - na parte inferior da cena, o rei já está à beira da morte, e recebe um padre (como essa parte está cortada, o padre se encontra na cena 14, à direita, acima). A seguir, a coroa e o machado são oferecidos a Haroldo, que aceita. Haroldo é então coroado rei da Inglaterra (a coração ocorreu no dia 6 de janeiro de 1066 e o funeral de Eduardo aconteceu no mesmo dia pela manhã). O novo rei está sentado no trono, com o cedro em sua mão direita e o globo terrestre em sua mão esquerda. Ele está cercado de nobres (à sua direita) e o arcebispo Stigand (à sua esquerda) - repare que o nome do arcebispo está bordado acima de sua cabeça. Cinco pessoas à sua esquerda aplaudem a coroação. Na cena à direita, entretanto, um homem mostra a outras cinco pessoas aterrorizadas a passagem do cometa de Halley (que se encontra na cena 16, acima, à esquerda). A passagem do cometa foi interpretada como um mau presságio.

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Haroldo. O navio inglês se aproxima da terra do duque William, que determina a construção de embarcações (também na cena 17)

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Um homem informa a Haroldo (no trono) a passagem do cometa. Repare que na cena lateral inferior há sombras das embarcações normandas que logo invadiriam o reino - o cometa seria então um presságio funesto do futuro que aguardava o novo rei. No centro da cena, a chegada de um navio às terras de Guilherme representa a informação que este recebe sobre a morte de Eduardo e a coroação de Haroldo.

Imagem 17

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Guilherme, em seu trono, recebe as notícias da Inglaterra. Furioso porque crê que Haroldo usurpou o trono que seria seu - e aconselhado por seus pares - Guilherme ordena a construção de navios e organiza uma frota para invadir a ilha. Sentado à esquerda do rei está o bispo Odo de Bayeux, seu meio-irmão que pela primeira aparece em uma cena da tapeçaria que mais tarde patrocinaria. Ele aponta para o trabalho dos madeireiros, que cortam as árvores com longos machados, trabalham no preparo das toras e finalmente constroem os navios. A gesticulação do bispo sugere que ele participou ativamente na concepção do ataque, além de aconselhar diretamente o rei naquelas querelas dinásticas.

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As embarcações são levadas para o mar. São transportadas armas embaixo das embarcações e as carroças carregadas de armamentos são puxadas

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Os homens de Guilherme se preparam para a invasão. Após os barcos serem construídos, eles são puxados e levados para o mar. Uma equipe de homens armados com espadas transporta comida nos ombros para os navios; um homem carrega um tonel de bebida, outro, armado com um machado, um saco. O armamento (elmos, lanças e espadas) é levado acorrentado e coberto em carroças puxadas por homens.

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O duque William navega no mar

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Em seu elegante cavalo negro, Guilherme conduz seus homens para as embarcações. Armados com lanças e escudos, eles embarcam para a invasão. Calcula-se que partiram para a conquista mais de 700 navios, com cerca de 12.000 homens (dos quais cinco mil cavaleiros, vindos de todas as partes da Europa - Anjou, Bretanha, Aragão, Apúlia e Flandres).

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As embarcações se aproximam de Pevensey

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O mar se agita com os barcos lotados de guerreiros e cavalos. Guilherme, Mora e Matilde, sua esposa, estão nas embarcações.

Imagem 21
Os cavalos estão em terra firme. Os milites vão apressados para Hastings em busca de comida

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Os normandos chegam no dia 28 de setembro em Pevensey. Os cavalos são retirados dos navios. Já com suas cotas de malha, os milites cavalgam: vão para um banquete comemorar a chegada na ilha.

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Aqui está Wadard. Cozinhando carne. O empregado serve a comida

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Um touro é abatido para o banquete, além de outros animais. O homem armado montado no cavalo é Wadard, discípulo do bispo Odo de Bayeux. Dois homens assam uma carne, outro prepara os pratos.

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Eles estão jantando. O bispo abençoa a comida e o vinho. Bispo Odo. William. Robert

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O banquete foi servido ao ar-livre. Guilherme está sentado com seus nobres. Há muita bebida e vários tipos de carnes (repare no frango no espeto servido, à esquerda). Seu meio-irmão, o bispo Odo de Bayeux, no centro da mesa, faz uma prece de agradecimento. Os empregados trazem a comida. Na cena ao centro, em um castelo, Guilherme conversa com Odo (à sua direita) e Robert, conde de Mortain (seus nomes estão bordados acima de suas cabeças). Eles decidem construir uma base militar para a invasão em Hastings (o que chamamos hoje na terminologia militar de "cabeça-de-ponte"). Assim, seus homens partem com utensílios para construir um castelo de defesa em Hastings. Dois deles parecem estar brigando.

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William recebe notícias de Haroldo. Estão colocando fogo no domus. Os milites partem para...

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À esquerda, os homens de Guilherme constroem o castro de Hastings (continuação da cena 23). No centro, o duque Guilherme está sentado em seu trono, e recebe de um mensageiro as notícias de Haroldo e seu exército. A seguir, dois homens incendeiam uma casa senhorial - abaixo uma mulher foge com seu filho. À direita, um cavaleiro - que representa todos os de sua ordem - sai de seu castelo completamente preparado - com elmo, espada, cota de malha e lança - para a batalha de Hastings. Ele recebendo de seu escudeiro seu cavalo negro (a seguir).

Imagem 25 ...lutar contra Haroldo

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À esquerda, o cavalo negro que o cavaleiro recebe para sua partida (cena anterior). Nessa manhã da batalha de Hastings - 14 de outubro de 1066 - em formação cerrada, os cavaleiros normandos vão furiosamente ao encontro das forças inglesas de Haroldo.

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O duque William pergunta a Vital se ele está vendo o exército de Haroldo

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Em seu cavalo castanho, o duque William pergunta ao cavaleiro Vital (em um cavalo negro, munido de escudo e lança), vassalo do bispo Odo de Bayeux, se ele já conseguiu identificar a posição das forças de Haroldo. A seguir, o exército de Guilherme avança.

Imagem 27
Um homem informa a Haroldo sobre as forças do duque Guilherme

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A cena (à esquerda) retratada agora é do lado inglês. Um homem observa o campo de batalha, outro informa ao rei Haroldo, em seu cavalo negro, a situação da batalha. Uma árvore divide a cena. A seguir, as forças do duque Guilherme que, em seu cavalo rubro e tendo o cetro em sua mão direita, incentiva (com a mão esquerda) seus cavaleiros, que partem para o combate.

Imagem 28

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A cavalaria normanda investe contra as forças de Haroldo. Começa a batalha de Hastings. Na cena, são sete cavaleiros, tendo à frente arqueiros.

Imagem 29

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À esquerda, a cavalaria normanda ataca, arremessando suas lanças contra a infantaria inglesa (à direita). Flechas e lanças voam pelos ares e atingem homens e escudos; há mortos no chão que passam a ocupar o lugar dos seres fantásticos colocados anteriormente nas cenas laterais inferiores. Os soldados ingleses se defendem do ataque que vem de dois lados (a cena continua a seguir).

Imagem 30
Queda de Levvine e Gyre

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A batalha prossegue. À esquerda, um inglês se defende do avanço da cavalaria normanda com um grande machado. Há muitos mortos no chão, vários com a cabeça decepada. Escudos e espadas também jazem na relva. À direita, Levine e Gire, irmãos do rei Haroldo, são mortos em combate.

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Irmãos do rei Haroldo. Na batalha, ingleses e franceses são derrotados

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À esquerda, ainda a cena da morte dos irmãos do rei Haroldo. A seguir, a batalha prossegue: homens e cavalos ao chão.

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Aqui está o bispo Odo com sua maça encorajando os jovens homens. Aqui está o duque William. Eustace. Os franceses estão lutando...

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À esquerda os ingleses se defendem no topo da colina contra os ataques normandos. Na cena seguinte, destacam-se o bispo Odo (o segundo cavaleiro da esquerda para a direita), em seu cavalo negro, brandindo sua grande maça. Ele também comanda seus homens. À direita, o duque Guilherme se vira e abre seu elmo, mostrando seu rosto a seus homens para tranquilizá-los: ele havia caído de seu cavalo. Agora, já montado em seu cavalo negro, ele novamente comanda o ataque para o assalto final. Logo depois do duque, há a representação do conde Eustace, que cavalga a seu lado segurando a bandeira que havia sido presenteada pelo papa. Ele também aponta para os homens, seguindo à frente e incentivando-os para o ataque. Nas cenas da lateral inferior, de um lado os mortos no combate; do outro (à direita), arqueiros fugindo.

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...e aqui outros caem...

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No centro da cena, há guerreiros de pé com as mãos levantadas. Um deles é golpeado na cabeça, outros dois parecem se render. Um quarto combate com seu machado um cavaleiro, que o golpeia bem no ombro. Ele tem seu escudo cheio de flechas. É o início do fim. Nas cenas laterais inferiores, mais arqueiros correm e disparam suas flechas no inimigo.

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...que estavam com o rei Haroldo. Aqui o rei Haroldo é morto e ocorre a fuga...

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Trata-se da cena mais famosa do Tapete e que trata da morte do rei Haroldo. Em um primeiro momento, ele está caído, atingido por um cavaleiro normando que o golpeia com sua espada (no centro da cena); seu longo machado cai de suas mãos. A seguir, ele está de pé, atrás de vários guerreiros que tentam inutilmente defendê-lo. No entanto, ele tem uma flecha no rosto, vazando seu olho direito. Nesse momento, a interpretação das duas cenas é dúbia. De qualquer modo, o rei foi morto no final da batalha. Nas cenas laterais inferiores, mais corpos estão estirados no chão, muitos já desnudos (o que indica que já havia começado o botim).

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...dos ingleses

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Com a morte de Haroldo, os ingleses fogem, sendo perseguidos pela cavalaria normanda. A cena final da Tapeçaria se perdeu; seria a coroação de Guilherme como rei da Inglaterra.

Notas