Platão e Aristóteles, pilares da Civilização
In: O Essencial da Grécia (Coleção Clube do Livro BP Edição 2026).
São Paulo: Brasil Paralelo, 2026, pp. __-__.
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A Escola de Atenas (1509-1511), de Rafael Sanzio (1483-1520). Afresco, 5 x 7,7 m, Palácio Apostólico, Museus do Vaticano.
Há uma famosíssima imagem que vêm à mente quando pensamos em Platão (c.428-348 a.C.), mestre idealista e Aristóteles (384-322 a.C.), seu discípulo realista: um dos quatro afrescos pintados entre 1509-1511 pelo excelente e gracioso, modesto e bondoso1, enfim, dulcíssimo Rafael (1483-1520) no Palácio Apostólico, ao lado da Basílica de São Pedro (1506-1626), para o papa Júlio II (1443-1513): a Escola de Atenas (imagem 1).
Na obra, cercados por dezenove personagens reconhecíveis (e outros tantos desconhecidos), no centro de sua composição, centro do pensamento, centro do mundo, Platão e Aristóteles estão lado a lado. Nesse núcleo da vida mais sublime, vida que realmente importa, vida pensada, à esquerda do espectador, um idoso Platão, calvo, barbado e descalço, aponta para cima, para a abóbada, para o Céu, com sua mão direita, enquanto a esquerda segura uma importantíssima obra sua, hoje pouco valorizada filosoficamente, mas muito considerada na época do afresco: o Timeu (c.360 a.C.).2
Ao seu lado, à sua esquerda, um altivo, maduro e elegante Aristóteles, de sandálias, estende a mão direita na direção dos espectadores e, com a esquerda, segura sua Ética a Nicômaco (c.335-322 a.C.)3, talvez sua obra mais lida nas academias ocidentais (pelo menos até o final do século XIX) – em Cambridge e em Oxford liam, “palavra por palavra”.4
São dois modos de pensar o mundo, duas filosofias, duas maravilhosas estupefações, mas que não se excluíam como hoje se costuma pensar, pois uma complementava a outra.5 A primeira, platônica, defendeu que o mundo físico não é a realidade última, mas uma ilusória concretude composta de aparências que recordam as imutáveis, eternas: as ideias puras6; a segunda, aristotélica, ainda que tenha se voltado para a Metafísica (o estudo da alma, dos princípios e do Motor Imóvel [θεός], pensamento perpétuo e contemplativo7), investigou minuciosamente a realidade, os particulares físicos concretos – e, especialmente, qual deveria ser a organização ética do mundo visível.8
Muitos séculos se passaram desde a vida destes dois filósofos – e do afresco renascentista de Rafael (que, apesar de conceitualmente representar a Filosofia, alude à Última Ceia [1495-1498] de Leonardo da Vinci [1452-1519]).9 Seja como for, mais de quinhentos anos nos separam daquela pintura, e mais de dois mil e quatrocentos anos da Atenas do tempo dos pensadores gregos. Mas todos permanecem presentes, pulsantes, vivos: a pintura, fisicamente; os filósofos, em nossas mentes – ou melhor, nos espíritos que estudam e que amam o conhecimento, porque saber faz bem. Afinal, todo conhecimento é bom, disse um professor medieval.10
E é sobretudo para ensinar a estes espíritos – que sabem que conhecer faz bem – que a atual publicação, O Essencial da Grécia, se destina. Uma essência de uma civilização é uma tocha, uma luz na terrível escuridão que se abateu não só no Brasil, mas no Ocidente neste início de século XXI, tempos de efêmeras civilizações de espetáculos mais do que de reflexões, de pensamento11 e de radicais revolucionários nas academias.12
Breu espalhado com mais escuridão ainda nas periferias do mundo, como a América Latina, eterna terra das inconstâncias e incertezas, dúvidas e inseguranças.13 Isso porque, em nosso país, historicamente pouco afeito ao estudo, cada vez mais leem menos, cada vez mais livrarias fecham, cada vez mais desprezam as Letras: a Idade das Trevas é aqui e agora, não há oitocentos anos, quando, pelo contrário, a Europa Medieval se cobriu de branco, tantas eram as construções em andamento14 e, com o desenvolvimento das escolas monásticas e catedralícias, concebeu o sistema educacional superior, com a criação das universidades.15
Por isso, como o drama da existência humana é essencialmente o mesmo, em que pese a variação das circunstâncias históricas, nada como novamente voltar nosso olhar para a Grécia Clássica, em busca de inspiração, como a proposta de Boécio (c.480-524 d.C.), ou seja, à procura de consolo intelectual.16
Mas Platão e Aristóteles são muito, mas muitíssimo mais do que um simples afago mental! Eles criaram as bases de nossas especulações intelectuais, as estradas nas quais devemos necessariamente iniciar nossa caminhada em busca de conhecimento. Embora os filósofos anteriores – conhecidos como pré-socráticos17 – tenham tido a curiosidade de se aventurar especulativamente em temas a respeito do mundo (mas também sobre a Ética e a Moral, é importante lembrar, considerações imprescindíveis para os pensadores), foram os dois mestres construtores de nossa estrada.
A seleção das obras para este volume recaiu sobre os seguintes textos, quatro de Platão e um de Aristóteles: 1) Apologia de Sócrates (c.380 a.C.), 2) Críton (c.370 a.C.), 3) O Banquete (c.385-370 a.C.), 4) o Livro IX da República (c.375 a.C.) e 5) a Política (c.335-322 a.C.).
As duas primeiras obras são complementares. Na Apologia, Platão apresenta sua versão da defesa que seu mestre Sócrates (c.470-399 a.C.) proferiu perante o Tribunal Popular de Atenas (Helieia, Ἡλιαία), quando foi acusado de impiedade (ἀσέβεια) e sedução dos jovens.18 Um drama jurídico: a atitude de um cidadão inocente e sua postura ética diante de uma injustíssima Justiça!
Platão esteve presente ao julgamento público. E legou à posteridade uma defesa estilizada, muito bem redigida e conforme os parâmetros esperados da arte da Retórica de então. Seu retrato de Sócrates é vivíssimo! O texto é dividido em três partes desiguais: a) resposta às acusações, b) discurso do réu após a primeira votação, e c) suas palavras finais (após ter sido condenado à morte).
Sócrates se apresenta como defensor da Verdade e se coloca a partir do ponto de vista da Eternidade, isto é, sem levar em conta a efemeridade das coisas, sempre fugazes e passageiras, mas tendo em vista as verdades que são eternas, universais e necessárias.19 Sim, pois é sempre melhor sofrer uma injustiça do que cometê-la.20
Críton é um natural desdobramento da Apologia. Após a condenação, Sócrates conversa com Críton de Atenas (c.465-395 a.C.), seu amigo e discípulo, quem propõe sua fuga, na véspera da execução. O mestre recusa: não devemos nos preocupar com o que diz a maioria das pessoas, mas apenas com as que realmente sabem o que é justo e o que é injusto, e se preocupam com a Verdade. O que importa não é viver, mas viver bem, pois o bem, o belo e o justo são uma só coisa!21
Argumento simples e universal, porque verdadeiro e eterno! O Direito, para ter validade universal, precisa estar calcado em normas absolutas.22 Nunca devemos cometer injustiça com outra injustiça, nem devolver o mal com o mal, mesmo que essa pessoa nos tenha feito algum mal.23 É, em pleno século XXI, o Brasil ainda precisa descobrir e aprender com os clássicos!
O pano de fundo dessa tragédia fundante é o tema basilar da Filosofia: a morte, única verdade inexorável. E a morte de Sócrates funda a Filosofia. Pois ao invés de fugir e viver, o mestre preferiu morrer, pois nenhum mal pode acontecer ao homem de bem, nem na vida, nem na morte, já que ela nos leva para outro lugar, melhor do que este, pois encontraremos os verdadeiros juízes de nossos atos.24 Por isso, a profunda tristeza com a injusta morte do inocente corpo no presente, mas júbilo com a verdadeira vida da alma justa no além.
Não há melhor representação desse momento fundacional do que o quadro neoclássico A morte de Sócrates (1787), de Jacques-Louis David (1748-1845) (imagem 2). Envolto na penumbra, o brilhante Sócrates, com túnica branca, está prestes a tomar o veneno, cicuta. Mas está sereno: aponta para cima, para a Verdade, para o Além. Seus discípulos choram, arrasados porque um justo irá morrer. Platão está sentado ao pé da cama. Cabisbaixo, sofre em silêncio, resignado.25
Imagem 2

A morte de Sócrates (1787), de Jacques-Louis David (1748-1845). Óleo sobre tela, 129,5 x 196,2 cm, Metropolitan Museum, New York.
Com O Banquete, o cenário se altera. Com ele, o tema: o Amor. Eros (Ἔρως). Trata-se de uma competição de discursos de simposiastas (imagem 3): o aristocrata Fedro (c.444-393 a.C.), Pausânias de Atenas (fl. c.420 a.C.), o médico Erixímaco (c.448-final do século V a.C.), o comediógrafo Aristófanes (c.446-386 a.C.), o poeta trágico Agatão (c.448-400 a.C.) e, por fim, Sócrates (Alcibíades [c.450-404 a.C.], famoso general, ainda comenta sua experiência erótica, mas sem digressão filosófica).26
Em suma, os discursos giram em torno da ambivalência amor erótico versus amor ascensional (rumo ao verdadeiro conhecimento27). É a obra mais famosa de Platão, eternamente lida, relida, traduzida e comentada. Inevitável e imprescindível.28
Imagem 3

Afresco da Tumba do mergulhador (c.470 a. C.) em Paestum. Sepultura feita de cinco lajes de calcário com quatro paredes laterais e o teto, com o piso escavado no solo de rocha natural. As cinco placas, unidas com gesso, formam o tamanho da câmara (aprox. 215 x 100 x 80 cm). Foram pintadas na técnica do afresco. As pinturas nas quatro paredes retratam cenas de um Simpósio, enquanto a laje do teto mostra a famosa cena que dá nome ao túmulo.
De minha parte, a passagem mais sublime, mais deslumbrante, e que narra com muita exatidão a ascensão platônica rumo à Ideia do Belo e ao Belo em si é a que descreve o último degrau da contemplação do amor, para o qual tendem todos os anteriores, isto é, para aqueles que têm a capacidade de acompanhar o mestre no que Platão chama de o verdadeiro caminho:
Daí por diante, terá que achar que a beleza da alma é muito mais preciosa do que a do corpo, de forma que uma alma de dotes excepcionais, até mesmo num corpo carecente de viço, é quanto lhe basta para amá-la e dela cuidar, e gerar belos discursos, cultivando, de preferência, os temas que contribuem para a formação dos jovens. Passando daí para a contemplação da beleza dos costumes e das leis, compreenderá que a beleza é uma só em todos os casos, para concluir, afinal, pelo nenhum valor da beleza corpórea.
[…]
Só assim alguém deve entrar ou ser levado pelo caminho do amor, partindo das belezas particulares para subir até a outra beleza, e servindo-se das primeiras como de degraus: de um belo corpo passará para dois; de dois, para todos os corpos belos, e depois dos corpos belos para as belas ações, das belas ações para os belos conhecimentos, até que dos belos conhecimentos alcance, finalmente, aquele conhecimento que outra coisa não é senão o próprio conhecimento do Belo, para terminar por contemplar o Belo em si mesmo.29
É esse momento contemplativo que faz com que nossa existência valha a pena, pois não nos detemos mais diante de ilusões, de simulacros, sempre fugazes, mas na própria realidade!30
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Detenha-se por um instante para meditar o que já leu de O Essencial da Grécia antes de prosseguir, caro leitor. A morte e o amor merecem contemplação. Respire e então continue nossa aventura. Nossa obra selecionou o Livro IX de A República (571a-592b).31 Após categorizar os tipos de governo no Livro VIII – aristocracia, timocracia, oligarquia, democracia e tirania – e suas possíveis degenerações, Platão trata da alma que corresponde a cada um desses regimes.
Por isso, no Livro IX, o filósofo analisa a personalidade do tirano, e como tanto a justiça quanto a injustiça têm correspondência com a felicidade e a infelicidade. É impossível que o tirano seja feliz, pois é presa dos instintos mais baixos, sensações ilusórias, e a sabedoria lhe é inalcançável. Seu (extremo) oposto é o filósofo, amante da Sabedoria e da Verdade e, por isso, verdadeiramente feliz. O tema da tirania tornar-se-á clássico na história da Filosofia Política.32
Por fim, Aristóteles. Sua Política é um desenvolvimento natural da Ética a Nicômaco – o filósofo termina a Ética afirmando que talvez seja melhor fazer um exame do regime político para que a filosofia das coisas humanas fique completa.33
Divide-se em oito livros. No primeiro, o filósofo analisa a cidade (πόλις), comunidade política; no segundo, os sistemas políticos (e principia com Platão, quando discorda de seu mestre em alguns pontos); no terceiro, trata da cidadania, do Estado e seus tipos constitutivos; no quarto, os tipos de governo; no quinto, as instabilidades políticas; no sexto, as constituições democráticas e oligárquicas; no sétimo, a finalidade do Estado e, no oitavo, a Educação (com destaque para a Música34).
Ainda que conceba a filosofia política como uma construção de um estado ideal, com o predomínio do interesse na Ética, Aristóteles pensou a arte da política em uma escala ampla, geral, ciência que deveria se ocupar das formas reais de governo, de modo empírico e descritivo, para ensinar a arte de governar e organizar estados.35 Para o Estagirita, a política é uma ciência prática par excellence.36
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O Essencial da Grécia oferece ao leitor quatro obras integrais – três de Platão e uma de Aristóteles – e um extrato (um livro) da República de Platão. Ao fim de sua leitura, pode-se ter uma boa ideia tanto do impacto quanto da profundidade das especulações filosóficas dos fundadores de nossas meditações racionais. Graças a eles, voltamos o nosso olhar para o infinito, indagamos a respeito de temas universais – o amor, a morte – perguntamos sobre o sentido de nossa existência, refletimos acerca de nossas organizações políticas, enfim, começamos a caminhar mais com nossas mentes do que com nossos corações.
E por que eles ainda são importantes? Não só porque mentalmente se dirigiram à Eternidade (Platão), perspectiva que em algum momento de nossas vidas voltamos o nosso olhar em busca de respostas, mas também porque tentaram pensar formas mais lógicas de organização social (Aristóteles) nesta vida. E sobretudo porque ampliaram nossos horizontes imaginativos e assim construíram uma deslumbrante janela que nos projetou para além de nosso (sempre estreito) círculo familiar, citadino, nacional. Tornamo-nos menos provincianos.
Ademais, revisitá-los sempre ofereceu parâmetros elevados aos que os leram. Fazemos isso desde que ficamos perplexos com a morte de Sócrates e sua decisão de morrer injustamente. Por isso, medite, contemple, se maravilhe, desfrute, leitor! Viaje com nossos pais gregos: pertencemos ao gênero homo, espécie sapiens. Homo sapiens, homem sábio. Devemos sê-lo! Faça jus a essa pretensão sapiencial. Pertença ao melhor da Humanidade com Platão e Aristóteles.
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Fontes utilizadas
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PLATÃO. O Banquete (trad.: Carlos Alberto Nunes). Belém: Editora da UFPA, 2011.
PLATÃO. Apologia de Sócrates. Críton (trad.: Carlos Alberto Nunes). Belém: Editora da UFPA, 2015.
PLATÃO. A República (trad.: Carlos Alberto Nunes). Belém: Editora da UFPA, 2016.
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Notas
- 1. VASARI, Giorgio. Vidas dos Artistas. São Paulo: Editora WMF / Martins Fontes, 2011, p. 495 (cap. “Rafael de Urbino, pintor e arquiteto”).
- 2. PLATÃO. Diálogos (Timeu – Crítias – O Segundo Alcibíades – Hípias Menor) (tradução do grego de Carlos Alberto Nunes). Belém: Editora da UFPA, 2001. Para este Prefácio, utilizamos as edições (bilíngues, grego-português) da Universidade Federal do Pará (UFPA) feitas por Carlos Alberto da Costa Nunes (1897-1990).
- 3. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco (trad., introd. prefácio e notas: André Malta). São Paulo: Editora 34, 2024.
- 4. Há muitos anos li essa informação, preciosa, em DURANT, Will. A História da Filosofia. Rio de Janeiro: Editora Record, 1991, p. 86.
- 5. Os medievais assim pensavam. Ver COSTA, Ricardo da. “As raízes clássicas da transcendência medieval”. In: NOGUEIRA, Maria Simone Marinho (org.). Contemplatio. Ensaios de Filosofia Medieval. Campina Grande: EDUEPB, 2013, pp. 19-42. Ver também VOEGELIN, Eric. Volume III. Ordem e História. Platão e Aristóteles. São Paulo: Edições Loyola, 2009.
- 6. Para Platão a Ideia é o espetáculo ideal de uma coisa – a visão da forma da coisa: “Se for assim, teremos que admitir que há, primeiro, a idéia imutável, que não nasce nem perecerá, nada recebe em si mesma do exterior nem entra em nada, não é visível nem perceptível de qualquer jeito, e só pode ser apreendida pelo pensamento.” – PLATÃO. Diálogos (Timeu – Crítias – O Segundo Alcibíades – Hípias Menor), op. cit., Timeu, VIII, 52a, p. 92.
- 7. ARISTÓTELES. Metafísica (ensaio introdutório, texto grego com tradução e comentário de Giovanni Reale). São Paulo: Edições Loyola, 2005, vol. II, Livro L (Décimo segundo), 1072a, 25, 1072b 15, pp. 563-565.
- 8. Ética centrada no caráter, em busca da felicidade (εὐδαιμονία), que é a vida virtuosa da alma de acordo com a razão, vida espiritual praticada de modo belo e bom. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco (trad., introd. prefácio e notas: André Malta), op. cit., p. 73 (1098a).
- 9. JANSON, H. W. História Geral da Arte. Renascimento e Barroco. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 662.
- 10. HUGO DE SÃO VÍTOR. Didascalicon. A arte de ler (trad. e notas: Tiago Tondinelli). Campinas, SP: Vide Editorial, 2015, p. 132 (Livro III, 13).
- 11. VARGAS LLOSA, Mario. La civilización del espectáculo. Santiago de Chile: Alfaguara, 2012.
- 12. KIMBALL, Roger. Radicais nas universidades. Como a política corrompeu o ensino superior nos Estados Unidos da América. São Paulo: Peixoto Neto, 2009.
- 13. SANTOS, Mário Ferreira dos. Invasão Vertical dos Bárbaros. São Paulo: É Realizações, 2019.
- 14. “O mundo voltara a desabrochar e as comunidades urbanas quiseram registrar isso nas expressões de sua arte, como já afirmara o cronista Raul Glaber (985-1047) duzentos anos antes, ao perceber que um manto branco cobrira o mundo.” – COSTA, Ricardo da. “Dominicanos, os Cães do Senhor. A Ordem dos Pregadores na renovação urbana e intelectual do Ocidente Medieval (séc. XIII)”. In: COSTA, Ricardo da. Delírios da Idade Média. Santo André, SP: Armada, 2023, p. 26.
- 15. HASKINS, Charles Omer. A Ascensão das Universidades. Santa Catarina: Livraria Danúbio Editora, 2015; VERGER, Jacques. As Universidades na Idade Média. São Paulo: Unesp, 1990.
- 16. SEVERINO BOÉCIO. A Consolação da Filosofia (trad. e notas: André Gonçalves Fernandes; apres.: Ricardo da Costa). Campinas, São Paulo: Vide Editorial, 2023.
- 17. SPINELLI, Miguel. Filósofos Pré-Socráticos. Primeiros Mestres da Filosofia e da Ciência grega. Porto Alegre: Edipucrs, 2003.
- 18. A impiedade era uma acusação criminal na Grécia pelos crimes de zombaria, profanação, irreverência para com os deuses e desrespeito pelos antepassados e familiares.
- 19. NUNES, Carlos Alberto. “Introdução à Apologia de Sócrates”. In: PLATÃO. Apologia de Sócrates. Críton (trad.: Carlos Alberto Nunes). Belém: Editora da UFPA, 2015, p. 84.
- 20. JAEGER, Werner. Paidéia. A formação do homem grego. Brasília: Editora UnB, 1998, pp. 346-400 (considero as mais belas páginas escritas sobre Sócrates).
- 21. PLATÃO. Apologia de Sócrates. Críton (trad.: Carlos Alberto Nunes), op. cit., pp. 175-177 (48b-48c).
- 22. NUNES, Carlos Alberto. “Introdução ao Críton”. In: PLATÃO. Apologia de Sócrates. Críton (trad.: Carlos Alberto Nunes), op. cit., p. 158.
- 23. PLATÃO. Apologia de Sócrates. Críton (trad.: Carlos Alberto Nunes), op. cit., p. 179 (49d).
- 24. PLATÃO. Apologia de Sócrates, op. cit., p. 151 (41 a-b).
- 25. SCHAMA, Simon. O poder da arte. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 208.
- 26. Os simposiastas eram participantes de um Symposium (συμπόσιον, literalmente “reunião de bebedores”), tipo de banquete só de amigos/amantes – as mulheres estavam excluídas deles. Tratava-se de uma atividade aristocrática masculina, encontro social coreografado onde os homens bebiam juntos, conversavam e se divertiam em uma atmosfera de convívio. A melhor representação imagética é o Túmulo do Mergulhador em Paestum (cidade da Magna Grécia, Campânia, sul da Itália, hoje pertencente à comuna de Capaccio). Os homens conversavam temas específicos (exatamente como no Banquete de Platão). Poesias eram recitadas ou música tocada. Brincadeiras, fofocas e jogos de habilidade e equilíbrio animavam a noite, com músicos profissionais, dançarinos e cortesãos. Além de transmitir valores tradicionais, o simpósio proporcionava um ambiente livre das restrições e regras sociais diárias. DEPARTMENT OF GREEK AND ROMAN ART. “The Symposium in Ancient Greece”. In: Hilbrunn Timeline of Art History. New York: The Metropolitan Museum of Art, 2000.
- 27. SCRUTON, Roger. Beleza. São Paulo: É Realizações, 2013, pp. 55-57 e 167-168.
- 28. “Para Platão, o conceito do eros torna-se assim a suma e o compêndio da aspiração humana ao bem.” – JAEGER, Werner. Paidéia. A formação do homem grego, op. cit., p. 508.
- 29. PLATÃO. O Banquete (trad.: Carlos Alberto Nunes). Belém: Editora da UFPA, 2011, p. 168-171 (210a-c e 211c).
- 30. PLATÃO. O Banquete (trad.: Carlos Alberto Nunes), op. cit., p. 171-173 (211d-212a).
- 31. PLATÃO. A República (trad.: Carlos Alberto Nunes). Belém: Editora da UFPA, 2016.
- 32. Para a Antiguidade e a Idade Média, ver SANTOS, Bento Silva; COSTA, Ricardo da. Filosofia Política I. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo, 2015.
- 33. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco (trad., introd. prefácio e notas: André Malta), op. cit., p. 535 (1181b).
- 34. Para a importância da Música na História, ver COSTA, Ricardo da. “A Música. Uma das chaves para a compreensão do Tempo”. In: COSTA, Ricardo da. Impressões da Idade Média. São Paulo: Livraria Resistência Cultural Editora, 2017, pp. 43-61 (disponível em ricardocosta.com). Para o papel da Música na filosofia aristotélica, ver SUÑOL, Viviana. “La educación musical en Aristóteles: su correspondencia con la vida mejor en el mejor régimen”. In: Boletín de Estética (41). Universidad Nacional de la Plata, 2017, pp. 07-35.
- 35. SABINE, George H. Historia de la teoría política. México: Fondo de Cultura Económica, 1996, p. 93.
- 36. LORD, Carnes. “Aristóteles [384-322 A.C]”. In: STRAUSS, Leo; CROPSEY, Joseph (compiladores). Historia de la Filosofía Política. México: Fondo de Cultura Económica, 1996, p. 124.