O Bom Pastor na arte paleocristã (sécs. III-IV)

Armando Alexandre dos SANTOS
Ricardo da COSTA

 

Resumo: O objetivo do trabalho é analisar o tema iconográfico do Bom Pastor (Jo 10, 6-15) na arte paleocristã (séculos III-IV) e os motivos de sua popularidade na arte escultória do período. 

Abstract: The aim of the work is to analyse the iconographic theme of the Good Shepherd (Jo 10, 6-15) in Paleochristian art (III-VI centuries) and the reasons why he was popular in the sculptural art of the period.

Palavras-chave: Bom Pastor – Arte paleocristã – sarcófagos – História da Arte.

Keywords: Good Shepherd – Paleochristian art – Sarcophagus – History of Art.

***

Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.
Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.
Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.
O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.
Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

(...)

Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.
Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas.

Jo 10, 6-15.

Imagem 1

O Bom Pastor (segunda metade do séc. III). Afresco, Cubículo do Velado (Capella della Velata), Catacumbas de Priscila (cemitério romano-paleocristão, Vila Salária, Roma). Em um jardim celestial, assinalado por um duplo círculo colorido, o jovem e imberbe Bom Pastor carrega um cordeiro com chifres sobre os ombros. Porta uma túnica com um bordado colorido (e linhas em verde e vermelho) e está cercado de pombas e cabras. Não é representado com uma auréola, o que sugere tanto Sua humildade quanto a simplicidade das representações paleocristãs.

I. O tema

A imagem é antiga. Pagã. Na Grécia, um jovem nu com um carneiro nos ombros era chamado de crióforo (κριοφόρος, “carregador do carneiro”), nome dado a uma das representações do deus Hermes (Hermes Kriophoros) (imagem 2), astuto mensageiro dos deuses e protetor dos viajantes, dos ladrões, dos mercadores e dos oradores.1

Em sua Descrição da Grécia (Ἑλλάδος περιήγησις), o geógrafo e viajante Pausânias (c. 110-180) comentou uma história ocorrida na cidade de Tanagra (na Beócia), em que o engenhoso deus-mensageiro salvou a cidade de uma peste ao carregar um carneiro nos ombros enquanto dava voltas pelos muros de Tanagra:

Ao lado do santuário de Dionísio em Tanagra há três templos: de Themis, de Afrodite e de Apolo. Com Apollo juntam-se Artemis e Leto. Há santuários de Hermes Portador do Carneiro e de Hermes Campeão. Eles explicam o primeiro sobrenome por uma história que Hermes evitou uma peste na cidade carregando um carneiro em volta das muralhas.

Em comemoração, Calamis fez uma imagem de Hermes carregando um carneiro nos ombros.2 O jovem considerado o mais belo percorre as muralhas na festa de Hermes com um cordeiro nos ombros.3

Imagem 2

Estatueta de Hermes carregando um carneiro sobre os ombros (Hermes Kriophoros). Sicília, Terracota (c. 480 a. C.), 19,10 x 10 cm. British Museum, n. 1863,0728.276.

Pausânias ainda constatou a existência na Messênia, em um bosque densamente cultivado com ciprestes, de um culto compartilhado – Apolo Carneus (Κάρνειος) e Hermes Kriophoros.4 Como comprovação imagética, a Arqueologia registra que sobreviveram muitas estátuas gregas de Hermes Kriophoros.

Uma das explicações possíveis é que a imagem pode ter sido relacionada ao ponto vernal do Equinócio – início da Primavera – e suas relações com a Astronomia e a religiosidade antiga.5 O fato é que a imagem de um jovem com um carneiro nas costas está desde muito assentada na tradição imagética ocidental.

II. Em Roma

II.1. O Sarcófago de Santa Maria Antiga (c. 275)

Imagem 3

Sarcófago de Santa Maria Antiga (c. 275). Mármore branco, 218,44 x 59,05 cm, Igreja de Santa Maria, Roma (originalmente no sopé do Monte Palatino).

Da Grécia para Roma. O tema artístico do Bom Pastor “ressurgiu” na arte (funerária) romana no século III. Nos relevos dos sarcófagos. Já a partir do século II, as elites romanas adotaram o sarcófago em suas inumações.6 São belíssimos. Suas cenas? Mitológicas, cotidianas, militares. Com eles, os romanos estetizaram a morte. Essas obras funerárias expressaram o canto de cisne dos ideais apolíneos gregos. A angústia da morte foi assim ofuscada pelo voluptuoso, pelo maravilhoso, pela carnalidade idealizada.7

As comunidades cristãs abastadas aceitaram essa nobre (e dispendiosa) forma de enterramento. Um notável exemplo que registra o sincretismo estético pagão/cristão é o Sarcófago de Santa Maria Antiga (imagem 3). Trata-se de um híbrido expressivo, com cenas cristãs embebidas de formas clássicas – os cristãos já haviam elegido o tema bíblico do Bom Pastor no século III, quando ele passou a ser registrado nas pinturas parietais das catacumbas de Roma (ver imagem 1).

No Sarcófago de Santa Maria Antiga, a imagem do Bom Pastor flanqueia duas imagens centrais: um filósofo sentado lendo um papiro e uma mulher de pé vestida com uma túnica (quíton, χιτών) e com os braços abertos (postura do ato de oração). No outro flanco, um jovem desnudo e sensualmente recostado é Jonas, o do Antigo Testamento, aquele que foi expelido das entranhas de um peixe após três dias em seu ventre.8 Ele repousa sobre um caramanchão com folhas de hera (onde três carneiros também descansam). O peixe está à sua esquerda.9

Curiosamente, a lânguida expressão corporal de Jonas (especialmente pelo braço direito, erguido) é grega: pertence à tradição imagética do mito de Endimião, a bela paixão de Selene que dorme eternamente.10 Esse tema, pagão, também foi muito recorrente na arte do período (em sarcófagos11, mosaicos12, esculturas13, etc.). O mito de Endimião e o de Eros e Psiquê narram mortais amados por divindades e que receberam a imortalidade: na arte funerária, expressam a esperança de uma vida feliz após a morte.14 Ambos os temas cristãos – Jonas (esteticamente metamorfoseado em Endimião) e o Bom Pastor – ampararam as esperanças das comunidades cristãs e consolaram os fiéis, pois demostravam o poder protetor de Deus que poderia salvá-los das garras da morte.15

Essa mesma relação entre o Antigo Testamento e o Novo (Jonas e o Bom Pastor) do Sarcófago de Santa Maria encontramos no teto de um dos cubículos das Catacumbas de São Pedro e de São Marcelino, em Roma, datado do início do século IV (imagem 4). O Bom Pastor está no centro da cruz, dividida em quatro medalhões.

Imagem 4

O Bom Pastor, a história de Jonas e orantes (séc. IV). Pintura parietal no teto de um cubículo das Catacumbas de São Pedro e de São Marcelino, Roma.

À esquerda, Jonas é atirado ao mar; à direita, é expelido pela baleia, e ao centro, medita sua salvação e a misericórdia do Senhor, com a mesma pose do mito de Endimião do Sarcófago de Santa Maria Antiga. Entre as cenas, orantes, com os braços abertos. A mensagem é clara: o Bom Pastor protege suas ovelhas, e a história de Jonas é a prova miraculosa de Seu poder. Os fiéis podem descansar tranquilos.

II.2. O Sarcófago da Via Salaria com o Bom Pastor (c. 250-275)

Imagem 5

Sarcófago da Via Salaria com o Bom Pastor (c. 250-275). Roma, mármore branco, 69 x 238 x 73 cm, Museo Pio Cristiano, Vaticano.

À medida que as comunidades cristãs abastadas assentavam suas tradições funerárias bíblicas nos suportes clássicos (especialmente os sarcófagos), gradativamente abandonavam os modelos estéticos antigos – como o do mito de Endimião para representar Jonas após ser expulso da baleia, por exemplo. Por sua força consolatória, o tema do Bom Pastor ganhou o protagonismo das cenas, sua centralidade representativa. Claro que esse processo imagético não foi linear: nunca os processos históricos o são. No mesmo período, várias manifestações expressivas coexistiram. Especialmente no século III, antes da conversão do imperador Constantino (c. 272-337) ao cristianismo (312) e a dois editos: o de Tolerância (Sárdica – atual Sofia – em 311) e o de Milão (313).16

É justamente desse período de coexistência de múltiplas tendências e anterior àqueles editos imperiais o Sarcófago de Santa Maria Antiga (imagem 3) e o Sarcófago da Via Salaria com o Bom Pastor (imagem 5). Em ambos, o Bom Pastor carrega um carneiro em seus ombros, veste uma humilde túnica (exomis, ἐξωµίς) e tem outros dois carneiros a seus pés. Além dos grandes aríetes nas extremidades, a primeira grande diferença é que, no Sarcófago da Via Salaria ele ocupa o centro da cena funerária – e olha diretamente para uma orante com quíton (com a tradicional postura de braços abertos, como no Sarcófago de Santa Maria Antiga) – e as cenas se irradiam a partir dele.

À esquerda, um homem barbado e sentado lê um pergaminho, exatamente como no outro sarcófago, só que aqui dois homens de pé debatem vivamente com ele (um inclusive toca seu braço direito). Como todos estão barbados – tradicional atributo dos filósofos gregos – a cena pode ser uma alusão aos temas da morte e da imortalidade da alma (narrado no Fédon de Platão [c. 428-348 a. C.]).17

À direita, há uma mulher sentada com um pergaminho e outra atrás dela, além da mulher orante. Todas estão com seus tradicionais mantos (palla) estendidos sobre suas cabeças. Como são dois grupos com três pessoas cada, e um homem sentado à esquerda e uma mulher à direita, é possível que sejam marido e mulher, em diálogo, sobre temas espirituais. Na cena, ao olhar para a orante, o Bom Pastor sugere atender suas súplicas de salvação. Caso seja esse o tema do sarcófago – o diálogo – a intenção é mostrar que, através da contemplação meditativa oriunda do estudo da Filosofia, pode-se conseguir a salvação.18

II.3. O Sarcófago do Bom Pastor (séc. IV)

Imagem 6

Sarcófago dos Três Pastores (final do século IV). Museu do Vaticano, cat. 31554.

Por sua vez, o suntuoso Sarcófago dos Três Pastores (imagem 5) é originário da área das Catacumbas de Pretestato (antiga Via Appia). Destaca-se pela elegância, riqueza e preciosismo de sua decoração escultórica. Há baixos-relevos nos quatro lados da peça, o que sugere que ela pode ter ocupado um local central em um mausoléu. Sua frente é marcada por três figuras de pastores kriophoros, em pé, sobre pedestais. O do centro é barbado, enquanto os das laterais são imberbes.

Como pano de fundo, uma densa videira está distribuída por todo o espaço, com vários cupidos ocupados com a colheita – à direita, um deles já trabalha no pisoeiro. Essas cenas rurais continuam nas laterais do sarcófago, enquanto o fundo é decorado com uma treliça (que sugere uma cerca de jardim). Embora o sarcófago seja oriundo de um cemitério cristão, sua decoração é inspirada em representações bucólicas comuns no imaginário romano pagão que, como se percebe, é uma característica da arte paleocristã.19

De fato, a rigor, a rigor, nessa nova teologia das imagens, o que havia ainda não pode ser considerado arte, muito menos arte paleocristã, mas uma estética do porvir, uma nova atitude em relação às imagens e ao mundo visível. Sua eficácia visual ainda era a de homens da Antiguidade, embora assentados em um modo imaginário novo. Cristão.20 Portanto, assim como o termo Idade Média é um conceito utilizado com fins puramente didáticos, sem significado real para um período tão extenso21, do mesmo modo nos valemos do conceito arte paleocristã apenas como um topos. Por uma questão de praticidade delimitativa.

É por isso que nessa herança figurativa do período coexistem episódios do Antigo Testamento com cenas cristológicas, ambas esteticamente postas em imagens de ascendência helenística. Os sarcófagos, sepulturas de luxo, sintetizam essa encruzilhada figurativa.22

Conclusão

Imagem 7

Relevo de um sarcófago cristão do Bom Pastor (c. 300). Mármore, 36,3 x 30,5 x 6,4 cm, Princeton University Art Museum.

O inusitado Bom Pastor púbere desse relevo do início do séc. IV (imagem 6) era provavelmente proveniente de um sarcófago estrigilado (com faixas em S), outro tipo comum de arte funerária do período. Sua serena e doce imagem se encontra em uma estrutura arquitetônica com duas colunas com sulcos (caneluras), ambiente que recorda um templo romano. Veste uma espessa túnica, de mangas compridas, além de sapatos que se prolongam até os joelhos (proteção contra arbustos e espinhos). Duas ovelhas e duas árvores decoram o ambiente bucólico.

Certamente imagens como essas que selecionamos – em sarcófagos, relevos e pinturas parietais – eram um grande consolo imagético para as comunidades cristãs do período. O tema bíblico do Bom Pastor foi abraçado com entusiasmo pelos cristãos por sua mensagem acolhedora, receptiva, amorosa. As imagens desses séculos em que o mundo se tornou cristão23 não só ajudaram a consolar os fiéis enlutados, a decorar suas urnas e seus ambientes fúnebres, mas comunicaram, com sua força universalista e caritativa, o cristianismo ao mundo pagão. Foram um importante instrumento pedagógico de conversão do mundo. E de confirmação da fé.

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Fontes

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VEYNE, Paul. Quando o nosso mundo se tornou cristão [312-394]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.

Notas

  • 1. ANONYMOUS. “Hymn 4 to Hermes”. In: The Homeric Hymns and Homerica (english translation by Hugh G. Evelyn-White). Homeric Hymns. Cambridge, MA., Harvard University Press; London, William Heinemann Ltd. 1914. The Annenberg CPB/Project provided support for entering this text.
  • 2. Calamis (fl. séc. V a. C.) foi um escultor grego.
  • 3. PAUSANIAS. Description of Greece, 9.22 (english translation by W. H. S. Jones, Litt. D., and H. A. Ormerod, M.A., in 4 Volumes. Cambridge, MA, Harvard University Press; London, William Heinemann Ltd. 1918). The Annenberg CPB/Project provided support for entering this text.
  • 4. PAUSANIAS. Description of Greece, 4.33.4 (english translation by W. H. S. Jones, Litt. D., and H. A. Ormerod, M. A., in 4 Volumes. Cambridge, MA, Harvard University Press; London, William Heinemann Ltd. 1918). The Annenberg CPB/Project provided support for entering this text.
  • 5. THEODOSIOU, E.; MANTARAXIS, P.; DIMITRIJEVIC. “The era of Aries and Kriophorus statues”. InAstronomical and Astrophysical Transactions (AApTr), 2012, Vol. 27, Issue 4, p. 665-672.
  • 6. NEWBY, Zahra. “Myth and Death: Roman Mythological Sarcophagi”. In: DOWDEN, Ken, LIVINGSTONE, Niall, (eds.). A companion to Greek mythology. Blackwell companions to the ancient world. Literature and culture. Malden, Mass.: Oxford: Wiley-Blackwell, p. 301-318.
  • 7. VEYNE, Paul. “O Império Romano”. In: VEYNE, Paul (dir.). História da vida privada 1. Do Império Romano ao ano mil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 222.
  • 8. Jn 1 e 2.
  • 9. FARBER, Allen. “Santa Maria Antiqua Sarcophagus”. In: Smarthistory, August 8, 2015.
  • 10. Selene, deusa titã da Lua, amou o mortal Endimião. Ela o considerava tão bonito que pediu a Zeus que lhe concedesse juventude eterna para que ele nunca a deixasse. Selene amou-o tanto que, quando ele estava dormindo na caverna no Monte Latmus, perto de Mileto em Caria, implorou a Zeus que o deixasse assim. Zeus concedeu o desejo de Selene e colocou Endimião em um sono eterno. Todas as noites, Selene o visitava onde ele dormia, e com ele teve cinquenta filhas.
  • 11. Como o Sarcófago com o mito de Selene e Endimião (séc. III), mármore, romano, 72, 39 cm, n. 47.100.4a, b, do Metropolitan Museum of Art.
  • 12. Endimião e Selene (séc. III), mosaico, romano, 2,5 x 2,5 m (figura central com a cena medindo 75 x 75 cm), Musée national du Bardo, Túnis.
  • 13. Endimião dormindo no Monte Latmos (séc. II). Escultura romana encontrada em Roma Vecchia, mármore, 1,29 m, British Museum, Londres, n. 1805,0703.23.
  • 14. AWAN, Heather T. “Roman Sarcophagi”. In: Heilbrunn Timeline of Art History. New York: The Metropolitan Museum of Art, 2000.
  • 15. JANSON, H. W. História Geral da Arte. O Mundo Antigo e a Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 290.
  • 16. “Constantino e Licínio realmente se encontraram em Milão, em 313, realmente discutiram a política imperial para com o cristianismo e com a religião em geral e realmente chegaram a uma política comum, a qual é expressa em duas cartas circulares assinadas conjuntamente pelos dois augustos (...) tendo concluído que a ‘reverência devida à divindade’ era ‘o primeiro lugar entre os demais assuntos’ e decidido ‘conceder aos cristãos e a todos os demais a faculdade de praticar livremente a religião que cada um desejasse’.” – LEITHART, Peter. Em defesa de Constantino. O crepúsculo de um Império e a aurora da cristandade. Brasília, DF: Editora Monergismo, 2020, p. 109-110.
  • 17. PLATÃO. Diálogos (Protágoras – Górgias – Fedão) (tradução do grego de Carlos Alberto Nunes). Belém: Editora da UFPA, 2002.
                “...há uma concisa e bela descrição da divindade da alma no Fedão: “Considera agora, Cebes, continuou, se de tudo o que dissemos não se conclui que ao que for divino, imortal, inteligível, de uma só forma, indissolúvel, sempre no mesmo estado e semelhante a si próprio é com o que a alma mais se parece”. Sócrates se considera um servidor da divindade – como os cisnes. Por isso crê que sua alma, sua porção invisível, vai para um lugar semelhante a ela, o verdadeiro Hades, o Invisível, para junto de um deus sábio e bom.” – COSTA, Ricardo da. “As raízes clássicas da transcendência medieval”. In: COSTA, Ricardo da. Impressões da Idade Média. São Paulo: Livraria Resistência Cultural Editora, 2017, p. 167.
  • 18. HENDRIX, David. “Sarcophagus from the Via Salaria with Good Shepherd”. InThe Byzantine Legacy, 2016.
  • 19. Paleocristã, arte – termo aplicado de modo geral à arte cristã produzida do século III até por volta do ano 750, particularmente na Itália e no Mediterrâneo ocidental. A arte do Império do Oriente, produzida na mesma época, é chamada arte bizantina, e a arte dos povos bárbaros germânicos denomina-se arte do período migratório. Não existem, contudo, divisões rígidas entre essas manifestações.” – CHILVERS, Ian (ed.). Dicionário Oxford de arte. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 392.
  • 20. DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante da Imagem. Questão colocada aos fins de uma história da arte. São Paulo: Editora 34, 2013, p. 36.
  • 21. HEERS, Jacques. A Idade Média, uma impostura. Lisboa: Edições Asa, 1994; ECO, Umberto. “Introdução à Idade Média”. In: ECO, Umberto (dir.). Idade Média. Volume I. Bárbaros, Cristãos e Muçulmanos. Lisboa: D. Quixote, 2014, p. 13-40.
  • 22. POLLIO, Giorgia. “Paredes, livros, alfaias e mobiliário sagrado: os programas figurativos”. In: ECO, Umberto (org.). Idade Média. Volume I. Bárbaros, Cristãos e Muçulmanos. Lisboa: D. Quixote, 2014, p. 627.
  • 23. VEYNE, Paul. Quando o nosso mundo se tornou cristão [312-394]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.