Grécia, base cultural do Ocidente

Ricardo da COSTA

In:  DURANT, Will. A História da Civilização II. A Vida da Grécia.
Campinas, São Paulo: Kírion, 2025, pp. 15-20
(ISBN 9-786551-450013).

Will Durant (1885-1981) e sua esposa Ariel (Chaya Kaufman, 1898-1981) marcaram profundamente a minha formação intelectual. Encontrei-os no início da década de oitenta do século passado, quando ingressei em minha graduação em História.

Foi paixão à primeira vista, como diziam. Isso porque eram donos de uma narrativa envolvente, ampla, total, ao mesmo tempo descritiva e analítica, com espaço suficiente para o hálito vital da Humanidade, elã que eu não encontrava na árida bibliografia indicada por meus professores universitários.

Após dois anos de estudo, infelizmente abandonei a faculdade para me dedicar à Música. Retornei após dez anos à História, dessa vez para sempre, mas nunca abandonei os Durant, pelo contrário, livre das imposições acadêmicas, li toda a sua enorme obra, a História da Civilização. Mais de uma vez. Foi um encontro para a vida. E sempre volto a relê-la, o que faz com que a considere um clássico histórico — pois clássicas são as obras que sempre retornamos com o renovado olhar da maturidade e da senectude.1

Embora não seja obrigatoriamente necessário conhecer um bom autor para apreciar sua obra — ideal olímpico poucas vezes atingido pelos historiadores — sou obrigado, por dever de ofício, a destacar alguns interessantíssimos aspectos de sua formação e de seu perfil intelectual. Nascido em Massachussetts, de família católica franco-canadense, William James Durant estava direcionado para o sacerdócio. Entrou para o Seminário, mas desiludiu-se com o Catolicismo institucional.

Flertou com o Socialismo, o Anarquismo, apaixonou-se pela filosofia racionalista e panteísta de Baruch Spinosa (1632-1677). Formou-se em Artes e fez seu mestrado também em Artes (1907-1908) na Saint Peter’s College, Nova Jérsei, faculdade fundada em 1872 pela Companhia de Jesus — a formação em Artes significava (e ainda significa nos países anglo-saxões) Artes Liberais, com ênfase em Humanidades (Letras, Filosofia e História, costumeiramente).

Lecionou latim e francês, com vinte e sete anos casou-se em 1913 com Chaya Kaufman, filha de imigrantes judeus russos, sua ex-aluna, futura coautora da História da Civilização, e concluiu seu doutorado em Filosofia (1917) na Columbia University, Nova York — com o tema A filosofia e o problema social — sob a orientação do filósofo pragmatista (e psicólogo funcionalista) John Dewey (1859-1952). Uma instigante e rica formação cosmopolita, de sólida base católica e, do ponto de vista cultural, interreligiosa e racionalista.

Após escrever uma História da Filosofia em capítulos na série Litlle Blue Books (opúsculos populares de grande tiragem), transformada em livro que se tornou best-seller em 1926 (com um milhão de exemplares vendidos só no primeiro ano!), Durant pôde se aposentar precocemente da docência e concentrar todos os seus esforços intelectuais e existenciais para escrever a obra de sua vida, a história da civilização ocidental.

Na primeira metade do século XX, ainda vigorava no Ocidente a confiança intelectual que era possível abarcar em uma narrativa uma história geral, linear, com causas e consequências, baseada em documentos de época e ampla e diversificada bibliografia, e sobretudo que abrangesse as áreas afins à História — Antropologia, Arqueologia, Sociologia etc.

Will Durant, filho direto do final do século XIX, século criador da disciplina História, História com pretensão científica, narrada com fatos em ordem cronológica, de um ponto de vista imparcial — ou o mais imparcial que um intelectual pode ser capaz de se expressar — com clareza de ideias e opiniões apresentadas de modo racional, humanista, e com fundamentos argumentativos, é um autor que sintetiza como poucos essa tradição hoje perdida, porque conscientemente abandonada.

Especialmente também porque Durant constrói seu texto com uma preocupação clássica: a clareza, virtude já definida na Antiguidade por Cícero (106–43 a.C.): “A mim me bastam a clareza e a simplicidade, que são o melhor ornamento da verdade (...) falar clara e simplesmente é o que compete a um homem inteligente e douto”2 e, na contemporaneidade, pelo filósofo Giovanni Reale (1931–2014): “A honestidade de fundo de todo pensador se reconhece pela sua clareza: fugir da clareza e da transparência significa fugir da verdade (ou, se se prefere, de uma transparente busca da verdade)”.3

A interminável busca da verdade do Passado é o fundamento básico do historiador — ou pelo menos do que se preza. Durant certamente riria dos atuais relativismos e inseguranças intelectuais contemporâneas, ainda que cônscio da dificuldade da compreensão histórica, já que sua obra é calcada na constatação da fragilidade de nosso conhecimento do Passado. Por isso suas viagens ao redor do mundo para escrever sua obra. In situ.

***

Às vésperas do início do mais sangrento e traumático conflito humano, a II Guerra Mundial (1939-1945), Will Durant (1885-1981) lançou A vida da Grécia, segundo volume de sua monumental obra, a História da civilização.

Um assombroso paradoxo: face ao avanço dos totalitarismos e da desumana brutalidade dos campos de concentração nazistas e comunistas (já conhecidos pelos mais atentos analistas internacionais), o historiador apresentou sua narrativa do que ele definiu como o grande organismo cultural grego, de Creta e Tróia até a conquista romana, quando encontrou na história antiga da Grécia todos os grandes problemas existenciais que ainda ecoam em nossa existência.

Mas que esse “desinteresse” pela contemporaneidade não surpreenda o leitor, pois praticamente todos os grandes clássicos historiográficos surgidos no século XX nasceram do soslaio com que os investigadores do Passado olharam para o Presente. Ofereço apenas dois exemplos: A sociedade feudal (1939–1940), de Marc Bloch (1886–1944)4 — também escrita em pleno avanço nacional-socialista na Europa (e logo na França) —, e O Mediterrâneo e o mundo mediterrâneo na época de Felipe II (1949),5 de Fernand Braudel (1902-1985), monumental tese histórica redigida em campos de concentração alemães.

Hoje, ambas as obras são clássicos mais que clássicos que todo historiador que se preze tem o dever de ofício de ler. Assim, o fato de Will Durant voltar seus olhos para a Grécia na Antiguidade quando o mundo estava prestes a entrar em um de seus mais catastróficos conflitos não nos deve causar espécie, pois é assim que obras nascem perenes, já que é do conhecimento das vidas passadas que vivemos suas experiências e enriquecemos a nossa própria consciência da vida.6

Durant dividiu seu segundo volume da História da civilização em cinco livros: I) Prelúdio Egeu, II) A ascensão da Grécia, III) A era dourada, IV) A decadência da Grécia e o fim de sua liberdade, e V) A dispersão Helenística. No Livro I, além da Arqueologia, nosso autor se vale especialmente de Homero (séc. VIII a.C.) e Schliemann (1822–1890), arqueólogo que, com suas escavações de Hisarlik (Turquia) a partir de 1871, fez com que o Ocidente passasse a considerar as 15.693 linhas do poema A Ilíada um importante documento que narrava eventos históricos.

Sua análise da arte cretense, da vida na Grécia aqueia e, especialmente, seu resumo de A Ilíada e A Odisséia, comprovaram o que seus leitores do volume I da História da civilização constataram: um historiador sensível à Cultura, aberto à multidisciplinaridade.7 Constato que, ainda hoje, é raro encontrar um historiador que narre em sua reconstituição histórica obras de arte e poesia como documentos!

No Livro II, ao adotar a divisão geográfica das cidades-estado gregas em sua narrativa, Durant ajudou a estabelecer as especificidades das culturas gregas nas descrições históricas. Para Esparta, além da Constituição dos Lacedemônios,8 suas fontes foram Terpandro (séc. vii a.C.), poeta e músico, Alcmano (séc. vii a.C.), um dos nove poetas líricos canônicos, Teógnis de Mégara (séc. vi a.C.), também poeta lírico, e, naturalmente, Heródoto (c. 484–425 a.C.).

Já para Atenas, Hesíodo (fl. 700 a.C.), Aristóteles (384–322 a.C.) e Plutarco (40-120), filósofo e historiador. A erudição clássica ensinada na primeira metade do século XX proporcionava um enorme e generoso leque historiográfico nas mãos dos bons historiadores.

Quando se debruça sobre a expansão dos gregos pelo Mediterrâneo e a criação de suas colônias, Durant oferece ao leitor o primeiro ponto alto do Volume II: o nascimento da Filosofia (aliás, outro ponto fraco na habitual formação dos historiadores, quase sempre hostis às especulações filosóficas). De Tales de Mileto (c. 626-548 a.C.) a Anaxímenes (c. 586–526 a.C.) e Anaximandro (c. 610–546 a.C.), Heráclito (fl. 500 a.C.), Anacreonte (c. 573–495 a.C.) e a Poetisa Safo de Lesbos (c. 630–570 a.C.), os filósofos pré-socráticos, os Sete Sábios (lista do Protágoras de Platão9), a poesia lírica e a amorosa desfilam em uma dulcíssima narrativa explicada de modo simples que mescla Geografia, Cultura e Pensamento.

Quando o leitor imagina já se encontrar no ápice da obra, Durant nos brinda com dois capítulos magníficos: a) os deuses olímpicos e os mistérios com suas superstições (conceito diretamente retirado de uma obra de Teofrasto [c. 371–287 a.C.]), sucessor de Aristóteles na Escola Peripatética ateniense, e b) a Cultura grega (com “C” maiúsculo, coloco com muito gosto!) — Literatura (quando retorna a Homero para se debruçar sobre a Odisséia), Esporte e Artes (Vasos, Escultura, Arquitetura, Música, Dança, Dramaturgia — análise que em nada deve aos grandes especialistas da História da Arte, como Ernst Gombrich [1909–2001] e Horst W. Janson [1913–1982]10).

Quanto aos deuses, como faz falta hoje um historiador que considere a força da fé que sempre impulsiona a roda da História!

Após uma breve pausa para a Cultura no grande conflito Oriente versus Ocidente (gregos x persas) que encerra o Livro II, Durant inicia o centro de sua narrativa: a Idade de Ouro grega, com Péricles (c. 495–429 a.C.) e a democracia. Aqui ele se detém para interpretar a moral e os costumes atenienses — sua verve antropológica se abre para uma análise da amizade grega, do amor e do casamento.

Mais uma vez sua tremenda erudição nos brinda com a Arte e a Filosofia (e seus protagonistas: o notável escultor, pintor e arquiteto Fídias [c. 480–430 a.C.], Anaxágoras [c. 500–428 a.C.], o pai da Medicina, Hipócrates [c. 460–370 a.C.], Empédocles [c. 494–434 a.C.] e, finalmente, o imortal Sócrates [c. 470–399 a.C.]). Mas também a Literatura (Píndaro [c. 518–438 a.C.], Ésquilo [c. 525–456 a.C.], pai da Tragédia, Eurípedes [c. 480–406 a.C.] e Aristófanes [c. 446–386 a.C.], pai da Comédia). Como o Ocidente necessita retornar a essas profundas raízes de nossos pais universais!

Durant encerra o Livro III com um breve capítulo histórico-analítico — nem só de arte vive o homem —: a devastadora Guerra do Peloponeso (431–404 a.C.), imortalizada pela narrativa do pai da História, Tucídides (c. 460–400 a.C.),11 conflito entre Esparta e Atenas, quando o militarismo derrotou o pensamento e a Idade do Ouro cometeu suicídio — e assassinou Sócrates. Quais fontes Durant consulta? Historiadores, geógrafos e filósofos. Além de Tucídides (c. 460–400 a.C.), Diodoro Sículo (fl. séc. i a.C.) Pausânias (c. 110–180), Platão (c. 428–348 a.C.), Políbio (c. 200–118 a.C.) e Xenofonte (c. 430–355 a.C.). Parece que leu tudo...

Poucos leitores podem imaginar o trabalho da erudição, análise e posterior síntese que uma obra de alcance tão vasto como uma História Geral exige, além de uma serena segurança e de um otimismo intelectuais hoje praticamente ausentes do horizonte acadêmico do Ocidente, o que faz com que a reedição de sua obra seja uma inestimável herança que a Editora Kírion oferece à nossa frágil cultura.

A história do fim da Era dourada grega nos ensina que clímax alimenta a hecatombe em seu bojo. Mas, como a Fênix, a vida sempre renasce das cinzas. O Livro IV traz a expansão macedônica e o zênite da Filosofia (os capítulos sobre Platão e Aristóteles são notáveis). Alexandre Magno (356–323 a.C.) encerra o lento declínio grego.

No Livro V, Durant discorre sobre o Helenismo (323–30 a.C.), período absolutamente vital e muito influente para a História, e escolhe um tema que me é muito caro, pois é minha vida: os livros e as bibliotecas (os ptolomeus), meu mundo,12 com um espaço ainda para os judeus (e “as mais primorosas partes da Bíblia”!) e as Letras: Menandro (c. 342–290 a.C.), Teócrito (c. 300–260 a.C.) e Políbio.

A vida da Grécia termina com a essência vital grega: Artes (especialmente Pintura e Escultura), Ciência (Arquimedes de Siracusa [c. 287–212 a.C.], Aristarco de Samos [c. 310–230 a.C.], Teofrasto [c. 371–287 a.C.] e muitos outros), e Filosofia (com céticos e epicuristas). Encerra sua narrativa com a chegada de Roma e Tito Quíncio Flamínio (229–174 a.C.) e assim prepara o palco para a chegada do terceiro volume. O terreno foi preparado, as sementes foram lançadas, o horizonte existencial do Ocidente foi esculpido.

Em seu Epílogo, nosso historiador sintetiza toda a riqueza que os gregos legaram à Civilização: Manufatura, Mineração, Engenharia, Filosofia, Democracia, Direito, Educação, Esportes, Literatura, Arquitetura, Matemática, Medicina... A lista é interminável. Devemos muito aos gregos.

***

Quase noventa anos nos separam do lançamento de A vida da Grécia. É absolutamente espantoso que, em essência, o panorama histórico de Will Durant continue válido. Poucas obras históricas resistem ao tempo. Provavelmente a pujança de sua persistência narrativa se deva à sua erudição e multidisciplinaridade. Mesclar História, Filosofia, Literatura e Artes em uma só narrativa exige uma solidíssima formação intelectual. Além disso, capacidade de vislumbrar o todo, de reconstruir o mosaico humano que o tempo fragmentou.

Com o advento da Micro-história13 (mesmo com suas perspectivas antropológicas, férteis e inovadoras14) e, desde 1989, da crise da História que parece não ter fim, vivemos a Era da Insegurança, tempo frágil que prenuncia um novo período que ainda não conseguimos vislumbrar no horizonte.

Mas para que possamos ingressar nele com bases mais sólidas que as atuais, em que tudo que é sólido desmancha no ar,15 reler a confiança historiográfica (e a erudição) de Will Durant, seu olhar que se realimenta continuamente de cultura histórica, é um alento. Oxalá nossos historiadores consigam se livrar do preconceito inoculado contra ele por uma miríade de professores materialistas, péssimos escritores, contra história fatual (e a belíssima escrita) e revisitem Will Durant com olhos rejuvenescidos e desejosos de aprender como se escreve uma boa história!

E desfrutem da Grécia. Precisamos sempre retornar a ela. São nossas raízes profundas e perenes. Aproveitem (e aprendam) a saborosíssima pena de Will Durant pois, com ela, a Hélade renasce bela e graciosamente. Do Olimpo, nossos antepassados gregos certamente agradecem a boa-fé.

Notas

  • 1. BLOOM, Harold. Como e por que ler. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
  • 2. MARCO TÚLIO CÍCERO. Do sumo bem e do sumo mal [De finibus bonorum et malorum] (trad.: Carlos Ancêde Nougué). São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 97 (Livro III, V).
  • 3. REALE, Giovanni. “Advertência”. In: ARISTÓTELES. Metafísica (trad.: Marcelo Perine; ensaio introdutório, texto grego com tradução e comentário de Giovanni Reale). Volume III. Sumários e comentário. São Paulo: Edições Loyola, 2002, p. xiii.
  • 4. BLOCH, Marc. A sociedade feudal. Lisboa: Edições 70, 1987.
  • 5. BRAUDEL, Fernand. O Mediterrâneo e o mundo na época de Filipe II. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1995, 2 volumes.
  • 6. “Marsílio Ficino (1433–1499) escreveu ao filho de Poggio Bracciolini (1380–1459): ‘A história é necessária, não apenas para tornar a vida agradável, mas também para lhe dar uma significação moral. O que é mortal em si mesmo consegue a imortalidade através da história: o que é ausente torna-se presente; velhas coisas rejuvenescem; e um jovem logo iguala a maturidade dos velhos. Se um homem de setenta anos é considerado sábio devido à sua experiência, quão mais sábio aquele cuja vida abrange o espaço de mil ou três mil anos! Pois, na verdade, pode-se dizer que um homem viveu tantos milênios quantos os abarcados pelo alcance de seu conhecimento de história”. PANOFSKY, Erwin. “Introdução: a História da Arte como uma disciplina humanística”. In: PANOFSKY, Erwin. Significado nas artes visuais. São Paulo: Perspectiva, 2012, p. 45-46.
  • 7. HOMERO. Ilíada e Odisseia (trad.: Christian Werner). São Paulo: Ubu Editora, 2018.
  • 8. XENOFONTE. A Constituição dos Lacedemônios (trad. e notas: Emerson Cerdas e Vinicius Chichurra). In: ASSUMPÇÃO, Luis Filipe Bantim de; GUGGENBERGER, Rainer (orgs.). Calíope. Presença Clássica. Dossiê sobre Xenofonte (separata 9). Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas, Departamento de Letras Clássicas da UFRJ, ano XXXVIII, n. 42, p. 5-37.
  • 9. PLATÃO. Diálogos. Protágoras – Górgias – Fedão (tradução do grego de Carlos Alberto Nunes). Belém: Editora da UFPA, 2002 (Protágoras, 343a).
  • 10. GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2012; JANSON, H. W. História Geral da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
  • 11. TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso (trad., apres. e notas: Mário da Gama Kury). São Paulo: Editora Madamu, 2022.
  • 12. Tema que recentemente investiguei: In: CORTIJO OCAÑA, Antonio (dir. & ed.). eHumanista. Volume 59. Journal of Iberian Studies. University of California Santa Barbara (EUA), 2024, pp. 211-235.
  • 13. COSTA, Ricardo da. “Os novos desafios do Fim da História”. In: COSTA, Ricardo da. Delírios da Idade Média. Santo André, SP: Armada, 2020, p. 83-94.
  • 14. Especialmente as notáveis obras de Emmanuel Le Roy Ladurie (1929–2023) e, especialmente, Carlo Ginzburg (1939–).
  • 15. Título de uma obra do filósofo (marxista) Marshall Berman (1940–2013): Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

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